Presença constante de jornalistas e viaturas da PM intimidam e mudam o cenário da rua Dom Sebastião

A rua Dom Sebastião, no bairro Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo, não tem a mesma rotina desde a última terça-feira (6), quando cinco pessoas da família Pesseghini foram encontradas mortas na casa de número 42. Vizinhos ao lado do cena do crime estão agora intimidados pela presença constante de jornalistas e policiais militares. Frases como "a família era ótima" são logo acompanhadas por "não quero falar mais sobre isso".

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Pedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini; caso ainda é investigado
Carolina Garcia/iG São Paulo
Pedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini; caso ainda é investigado


Já a residência da família, que amanheceu com pichações , é um ponto que chama a atenção de pedestres e motoristas que trafegam pelo local. Na parte legível da pichação no portão, está escrito "que a verdade seja dita". É comum ver pedestres, apontando e comentando o crime que chocou o País. Mas, entre moradores não há a mesma interação. Agentes da PM são vistos em viaturas cada cinco minutos.  

Uma senhora, com idade entre 50 e 60 anos, transformou a atividade de colocar o saco de lixo na calçada em uma missão. Após abrir cuidadosamente o seu portão, ela olhou para os lados, buscou uma brecha segura para sair, e correu para a lixeira. Com a mesma velocidade, a moradora voltou para casa.   

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A vizinha Rosemary Teixeira, de 50 anos, antes disposta a defender família aos jornalistas, já não quer comentar o caso. Ao iG, por telefone, ela citou que decidiu não sair para comprar pães pela manhã, por exemplo. "Tem um monte de jornalista aqui na minha porta. Meu marido e filho não deixam mais eu comentar e me expor. Já ouvi coisas que não gostei e acho que é o melhor momento para eu ficar calada."

Ministério Público acompanha

As investigações do caso continuam e o Ministério Público acompanha o caso. Nesta manhã, o delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que a designação de dois promotores para acompanhar a apuração trará maior credibilidade às investigações.

O Ministério Público (MP) se junta à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para fiscalizar o caso posto em suspeita pela família das vítimas, que descarta a culpa do menino de 13 anos, que teria atirado contra o pai, mãe, avó e tia-avó, e depois se matado.

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