Ministério Público é bem vindo ao caso, diz delegado que investiga mortes de PMs

Por Wanderley Preite Sobrinho , iG São Paulo | - Atualizada às

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Polícia deve ouvir até cinco pessoas hoje. Delegado afirmou que espera aproximação amigável com a família

O delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Itagiba Franco afirmou na manhã desta sexta-feira (09) que a designação de dois promotores para acompanhar a apuração da morte de cinco pessoas da mesma família, na Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo, trará maior credibilidade às investigações. O Ministério Público (MP) se junta à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para fiscalizar o caso posto em suspeita pela família das vítimas, que descarta a culpa do menino de 13 anos, que teria atirado contra o pai, mãe, avó e tia-avó, e depois se matado.

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Polícia faz perícia na casa da família de PMs, assassinados na Vila Brasilândia. Foto: Edison Temoteo/Futura PressCâmeras de segurança mostram momento em que garoto vai à escola no início da manhã de segunda-feira (05). Foto: Futura PressFoto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho. Foto: ReproduçãoCarro da polícia patrulha a rua da residência onde foram encontrados os cinco corpos (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressViatura policial em frente a residência no dia (06), na Vila Brasilândia. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCasa onde foram encontrados os cinco corpos no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente a casa na Brasilândia, na manhã de terça-feira (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressParte do portão e do muro da casa onde o corpos foram encontrados, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressA porta de entrada da casa do policias encontrados mortos na segunda-feira (05/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAuto de lacração na casa onde foram encontrados os cinco corpos. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDetalhe do portão da casa do policiais mortos em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCasa onde foram encontrados os cinco corpos na segunda-feira (05/08), no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente ao portão da casa na tarde de terça-feira (06), em São Paulo . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGFachada da escola onde estudava o menino de 13 anos. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA escola do garoto também fica na zona norte de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso . Foto: Eduardo Ferreira/Futura PressO delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao DHPP, na quinta-feira (8). Foto: Futura PressColégio Stella Rodrigues, na zona norte de São Paulo, onde estudava o garoto . Foto: Futura PressResidência da família Pesseghini amanheceu pichada na sexta-feira (09). Foto: Futura PressPedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini, na sexta-feira (09). Foto: Carolina Garcia/iG São PauloFachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo, uma semana depois do crime. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação em frente ao colégio na volta às aulas (12/08). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação de policiais em frente a escola na Freguesia do Ó, em São Paulo, nesta segunda-feira (12). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMuros da casa pichados nesta manhã de segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoPara chegar até a casa, pichadores precisaram pular os muros. Foto: Wandeley Preite SobrinoCasa ao lado direito da residência dos Pesseghini também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoPortão da casa estava pichado desde a semana passada.. Foto: Wandeley Preite SobrinoMuro em frente à casa onde ocorreu o crime também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoDona da casa reclamou das pichações em seu muro. Foto: Wandeley Preite SobrinoNotícia do crime completa uma semana nesta segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoMoradora tenta apagar as pichações no muro de sua casa. Foto: Wandeley Preite SobrinoOração fixada no portão da casa onde aconteceu as cinco mortes em São Paulo. Foto: Wandeley Preite Sobrino

"Estou feliz com isso porque vai dar credibilidade às investigações", afirmou o delegado, que soube da notícia pelo rádio. "Eles são muito bem vindos". Os procuradores Norberto Joia e André Luiz Bogado Cunha foram designados a acompanhar o caso pelo Procurador Geral Marcio Fernando Elias Rosa

Itagiba afirmou que os promotores terão a função de acompanhar as oitivas das testemunhas, mas não terão poder investigatório. "Para nós será uma honra". O MP vai ajudar os membros da OAB que já fazem esse serviço. "Eles não membro da comissão de segurança da ordem", explicou o delegado.

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Apuração

O DHPP pretende interrogar hoje até cinco pessoas: um parente da família, dois professoras - um deles já foi ouvido - e duas vizinhas. Uma delas deve confirmar a informação de que o garoto manobrava o carro da família todos os dias.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Movimentação em frente ao DHPP, nesta quinta-feira, em São Paulo

Investigadores disseram que em até 23 dias a perícia deve entregar o resultados do exame toxicológico dos corpos das vítimas, confirmar a hora exata do crime e divulgar o conteúdo do que foi encontrado no computadores da família.

O delegado teme, no entanto, que a ausência de uma testemunha ocular deixe sem resposta uma das questões mais importantes do caso: a motivação do crime. "Quem sabe o testemunho de um amigo diga o que estava atormentando o menino".

Embora ainda considere o filho do casal o principal suspeito, Itagiba pediu para se aproximar dos familiares. "Queremos uma aproximação amigável para derrubar o muro entre a polícia e família"

Chefe da Polícia Civil

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, afirmou nesta sexta-feira que a polícia trabalha com um suspeito, o menino de 13 anos, mas que a investigação ainda está em curso.

"O inquérito não está concluído. Nada esta sendo desprezado, todos os informes são checados. Esperamos os laudos. Vamos investigar até estarmos aptos a concluir o caso", afirmou.

Blazeck também comentou sobre o principal foco da polícia para concluir o caso, o que teria levado ao crime. "Falta o motivo. Todo crime tem um. Aí poderemos concluir. Temos um suspeito forte, mas nada está concluído", completou.

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