Apesar do inquérito ainda estar em curso, Luiz Mauricio Blazeck afirmou que a polícia trabalha com só um suspeito

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, afirmou que a polícia está ouvindo pessoas próximas às cinco vítimas do crime ocorrido na segunda-feira (05), na Vila Brasilândia, zona norte da capital paulista , para tentar esclarecer a motivação do crime. Para a polícia, foi o menino de 13 anos que atirou no pai, mãe, avó e tia-avó, e depois se matou.

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"Nós já sabemos onde, como e quem, mas não temos a motivação", afirmou Blaseck em rápida conversa com os jornalistas na entrada do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) nesta quinta-feira (8)
Futura Press
O delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) nesta quinta-feira (8)

O chefe da Polícia Civil de São Paulo foi ao DHPP para se inteirar das investigações e depoimentos colhidos pelo delegado Itagiba Franco. No início da tarde, o  coronel Wagner Dimas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar (PM) e chefe da mãe Andreia Regina Bovo Pesseghini, prestou depoimento sobre declarações que deu sobre uma suposta participação da vítima em uma investigação contra outros policiais.

Mais tarde, o coronel voltou atrás em sua afirmação. Dimas disse à Corregedoria da corporação que se perdeu durante a entrevista concedida. Segundo a Polícia Militar, a policial, que trabalhava no 18º BMP, não participou de qualquer denúncia.

"Eu preciso saber o teor do depoimento prestado agora à pouco. Nós nos surpreendemos com as declarações porque não há nexo de causalidade. Vamos tomar conhecimento exato das declarações e como elas pode interferir na investigação. Não acho nada estranho em uma investigação policial", disse Blaseck.

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