Policial responsável pelo caso no DHPP rebateu críticas e afirmou que está disponível para investigar novas pistas

O delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), criticou na tarde desta quinta-feira (8) os especialistas que contestaram a investigação das mortes do menino Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, de seus pais, avó e tia, ocorridas na última segunda-feira (05), na Vila Brasilândia, zona norte da capital paulista. Ele procurou falar à família das vítimas e explicou que não está “escondendo nada”.

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“Eu estou absolutamente sereno, essa contestação é normal porque se tornou um caso mundial. Ela (a investigação) ganhou um vulto que não se esperava, não estou me importando com opiniões. Se amanhã alguém fornecer nova pista, eu vou investigar. A família (por exemplo) forneça uma pista. Não estamos escondendo nada. A família não poder ter em mim um inimigo. Na televisão já tem um monte de especialista dando opinião. Eu estou me lixando para o que eles estão dizendo. Eu ouço o coração. Se eu estiver errado, eu venho a público e digo: ‘eu errei’. Tenho hombridade e honestidade para fazer isso”, disse.

Itagiba direcionou sua entrevista aos familiares, por conta de parentes dos cinco mortos que não aceitam as conclusões da investigação da Polícia Civil, que aponta o menino de 13 anos como o autor do crime.Apesar disso, ele voltou a reforçar a linha de investigação. "Tudo indica que o menino seja o responsável, só vou dizer que é o Marcelo (Pesseghini) na última linha do inquérito", afirmou

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O tio-avô do adolescente, Sebastião de Oliveira Costa, chegou a pedir, por exemplo, para que o DHPP “abra a investigação”. “Eu pedi para o delegado [Itagiba Franco] avaliar outras possibilidades, mas ele é o primeiro a acusar meu sobrinho.”, disse na quarta-feira (8) ao iG .

Mais cedo, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, também confirmou que a polícia está ouvindo pessoas próximas às vítimas do crime apenas para tentar esclarecer a motivação do crime. "Nós já sabemos onde, como e quem, mas não temos a motivação"

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