Após voltar atrás, comandante de batalhão de PM morta presta depoimento em SP

Por Wanderley Preite Sobrinho , iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Além do coronel, devem ser ouvidos um primo do policial da Rota, um amigo da mãe e um colega do suspeito

O coronel Wagner Dimas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar (PM), prestou depoimento ao delegado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) Itagiba Franco sobre o caso das mortes do menino Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, de seus pais, avó e tia , ocorridas na última segunda-feira (05). Após depor, o coronel saiu sem falar com a imprensa.

Leia também:
Alienação mental e patologia social podem explicar tragédia familiar em SP
Abalado, irmão de PM morta desiste de buscar cachorro e chaves da casa

Polícia faz perícia na casa da família de PMs, assassinados na Vila Brasilândia. Foto: Edison Temoteo/Futura PressCâmeras de segurança mostram momento em que garoto vai à escola no início da manhã de segunda-feira (05). Foto: Futura PressFoto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho. Foto: ReproduçãoCarro da polícia patrulha a rua da residência onde foram encontrados os cinco corpos (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressViatura policial em frente a residência no dia (06), na Vila Brasilândia. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCasa onde foram encontrados os cinco corpos no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente a casa na Brasilândia, na manhã de terça-feira (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressParte do portão e do muro da casa onde o corpos foram encontrados, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressA porta de entrada da casa do policias encontrados mortos na segunda-feira (05/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAuto de lacração na casa onde foram encontrados os cinco corpos. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDetalhe do portão da casa do policiais mortos em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCasa onde foram encontrados os cinco corpos na segunda-feira (05/08), no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente ao portão da casa na tarde de terça-feira (06), em São Paulo . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGFachada da escola onde estudava o menino de 13 anos. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA escola do garoto também fica na zona norte de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso . Foto: Eduardo Ferreira/Futura PressO delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao DHPP, na quinta-feira (8). Foto: Futura PressColégio Stella Rodrigues, na zona norte de São Paulo, onde estudava o garoto . Foto: Futura PressResidência da família Pesseghini amanheceu pichada na sexta-feira (09). Foto: Futura PressPedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini, na sexta-feira (09). Foto: Carolina Garcia/iG São PauloFachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo, uma semana depois do crime. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação em frente ao colégio na volta às aulas (12/08). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação de policiais em frente a escola na Freguesia do Ó, em São Paulo, nesta segunda-feira (12). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMuros da casa pichados nesta manhã de segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoPara chegar até a casa, pichadores precisaram pular os muros. Foto: Wandeley Preite SobrinoCasa ao lado direito da residência dos Pesseghini também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoPortão da casa estava pichado desde a semana passada.. Foto: Wandeley Preite SobrinoMuro em frente à casa onde ocorreu o crime também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoDona da casa reclamou das pichações em seu muro. Foto: Wandeley Preite SobrinoNotícia do crime completa uma semana nesta segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoMoradora tenta apagar as pichações no muro de sua casa. Foto: Wandeley Preite SobrinoOração fixada no portão da casa onde aconteceu as cinco mortes em São Paulo. Foto: Wandeley Preite Sobrino

O comandante era chefe da mãe de Marcelo, Andreia Regina Bovo Pesseghini, de 36 anos. Nesta quarta-feira (07), em entrevista à Rádio Bandeirantes, Dimas relatou que a cabo teria ajudado na investigação sobre o envolvimento de PMs em roubos a caixas eletrônicos. Além disso, o coronel, na mesma entrevista, disse não acreditar na principal suspeita das polícias Civil e Militar de que o filho do casal tenho assassinado a família e depois cometido suicídio. 

Mais tarde, o coronel voltou atrás em sua afirmação. Dimas disse à Corregedoria da corporação que se perdeu durante a entrevista concedida. Segundo a Polícia Militar, a policial, que trabalhava no 18º BMP, não participou de qualquer denúncia.

A assessoria de imprensa da PM informou que o comandante Dimas passou mal no início da tarde, precisou tomar calmantes antes de ir ao DHPP e não concederá entrevistas.

Outros depoimentos

A Polícia Civil de São Paulo informou que pelo menos outras três pessoas são esperadas para prestar depoimento nesta quinta-feira (08) no DHPP. A polícia tenta esclarecer a autoria do crime. Até agora, a versão das polícias civil e militar é de que o filho de 13 anos teria matado a família e depois se suicidado.

Mais:
Opinião: Matando todos aos 13 anos
Polícia divulga imagens de carro que seria dirigido por menino
Tragédia em família: Tio-avô acusa polícia de direcionar investigação

Além do coronel, ainda devem ser ouvidos Edilson Oliveira da Silva, que presta depoimento pela segunda vez e é primo da vítima Luiz Marcelo Pesseghini; um policial militar identificado como "Neto", amigo da cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini; e um amigo do menino Marcelo, que não pode ser identificado por ser menor de idade.

* Com AE

Leia tudo sobre: morte de pmsmorte de policiaispmigspsão paulo

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas