Escola diz que menino era bom aluno e que sempre foi alegre e dócil com colegas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Comunicado ainda informa que menino talvez não tivesse expectativa de vida além dos 18 anos por conta de doença

A direção do Colégio Stella Rodrigues, na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, onde estudada o menino suspeito de matar a família na capital paulista, divulgou um comunicado nesta quarta-feira (07) onde relata que o aluno tinha um bom aproveitamento estudantil e apresentava comportamento e atitudes normais. De acordo com a escola, ele era "um garoto dócil, alegre, com boas relações com os colegas e com o corpo docente do colégio".

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Polícia faz perícia na casa da família de PMs, assassinados na Vila Brasilândia. Foto: Edison Temoteo/Futura PressCâmeras de segurança mostram momento em que garoto vai à escola no início da manhã de segunda-feira (05). Foto: Futura PressFoto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho. Foto: ReproduçãoCarro da polícia patrulha a rua da residência onde foram encontrados os cinco corpos (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressViatura policial em frente a residência no dia (06), na Vila Brasilândia. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCasa onde foram encontrados os cinco corpos no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente a casa na Brasilândia, na manhã de terça-feira (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressParte do portão e do muro da casa onde o corpos foram encontrados, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressA porta de entrada da casa do policias encontrados mortos na segunda-feira (05/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAuto de lacração na casa onde foram encontrados os cinco corpos. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDetalhe do portão da casa do policiais mortos em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCasa onde foram encontrados os cinco corpos na segunda-feira (05/08), no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente ao portão da casa na tarde de terça-feira (06), em São Paulo . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGFachada da escola onde estudava o menino de 13 anos. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA escola do garoto também fica na zona norte de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso . Foto: Eduardo Ferreira/Futura PressO delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao DHPP, na quinta-feira (8). Foto: Futura PressColégio Stella Rodrigues, na zona norte de São Paulo, onde estudava o garoto . Foto: Futura PressResidência da família Pesseghini amanheceu pichada na sexta-feira (09). Foto: Futura PressPedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini, na sexta-feira (09). Foto: Carolina Garcia/iG São PauloFachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo, uma semana depois do crime. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação em frente ao colégio na volta às aulas (12/08). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação de policiais em frente a escola na Freguesia do Ó, em São Paulo, nesta segunda-feira (12). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMuros da casa pichados nesta manhã de segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoPara chegar até a casa, pichadores precisaram pular os muros. Foto: Wandeley Preite SobrinoCasa ao lado direito da residência dos Pesseghini também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoPortão da casa estava pichado desde a semana passada.. Foto: Wandeley Preite SobrinoMuro em frente à casa onde ocorreu o crime também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoDona da casa reclamou das pichações em seu muro. Foto: Wandeley Preite SobrinoNotícia do crime completa uma semana nesta segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoMoradora tenta apagar as pichações no muro de sua casa. Foto: Wandeley Preite SobrinoOração fixada no portão da casa onde aconteceu as cinco mortes em São Paulo. Foto: Wandeley Preite Sobrino

O estabelecimento de ensino informou que o garoto entrou no colégio aos cinco anos, em 2.006, e que no ato da matrícula foi informado "que o menor sofria de uma doença degenerativa e que talvez não tivesse expectativa de vida além dos 18 anos". 

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Wanderley Preite Sobrinho/iG
Nota enviada pela escola do menino de 13 anos, nesta quarta-feira

Sobre o último dia passado na escola, nesta segunda-feira (05), quando supostamente o crime já teria ocorrido, a escola relatou que o garoto teve um dia aparentemente comum. "Ele se comportou normalmente como sempre, participando de todas as atividades propostas e com o mesmo jeitinho carinhoso com seus professores e funcionários em geral, não apresentando qualquer tipo de comportamento anormal. O que aconteceu, aconteceu fora do ambiente escolar. É incompreensível a imputação do fato ao aluno, até mesmo pela personalidade que este apresentava dentro da Instituição de Ensino. Não houve indícios que anunciasse nenhuma tragédia", diz a nota.

As aulas na escola serão retomadas na próxima segunda-feira (12). O colégio informou que está desenvolvendo um programa de atendimento com profissionais especializados na área psicológica, para o acolhimento da equipe, pais e alunos antes da retomada das aulas. 

Veja abaixo a nota divulgada pela escola:

"A comunidade aos pais e a Imprensa São Paulo, 07 de agosto de 2.013.

Nota Oficial

A Comunidade e a Imprensa.

O aluno Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini foi matriculado no Colégio aos 05 anos de idade no ano de 2.006.No ato de sua matrícula, a mãe mencionou à Diretora do colégio que estava entregando em suas mãos a sua maior preciosidade, relatando que o menor sofria de uma doença degenerativa e que talvez não tivesse expectativa de vida além dos 18 anos.O Marcelo, desde o início de sua trajetória escolar, sempre alcançou um bom rendimento pedagógico,apresentando comportamento e atitudes normais; era um garoto dócil, alegre, com boas relações com os colegas e com o Corpo Docente do colégio. Quanto aos pais, Luis Marcelo e Andreia, sempre foram participativos, atuantes e presentes em todas as atividades relacionadas à Escola/Família/Aluno, acompanhando sempre de perto seu desenvolvimento pedagógico e pessoal.

Em sua última presença no colégio, em 05/08/2013, o Marcelo se comportou normalmente como sempre, participando de todas as atividades propostas e com o mesmo jeitinho carinhoso com seus professores e funcionários em geral, não apresentando qualquer tipo de comportamento anormal. O que aconteceu, aconteceu fora do ambiente escolar. É incompreensível a imputação do fato ao aluno, até mesmo pela personalidade que este apresentava dentro da Instituição de Ensino. Não houve indícios que anunciasse nenhuma tragédia.

O comunicado encontrado em posse do aluno, mencionado por toda a mídia, foi encaminhado a todos os alunos pela secretaria do colégio, solicitando alguns documentos faltantes nos prontuários dos mesmos, como certidão de nascimento, atualização de atestado para participação nas aulas de educação física e fotos atualizadas.

Diante do último acontecimento, que chocou a nós e a toda sociedade, a Direção do Colégio Stella Rodrigues já se mobilizou na contratação de profissionais especializados neste tipo de situação, a fim de preparar nosso Corpo Docente e funcionários em geral na orientação para o acolhimentodos nossos alunos e seus familiares no retorno às atividades escolares.

Neste momento de profunda tristeza, o Colégio e seus colaboradores estão realizando importante trabalho de orientação, acolhimento e conforto aos alunos. Por ora e até a finalização do inquérito policial, não nos pronunciaremos mais a respeito do caso afim de colaborar com o andamento das investigações.

Atenciosamente,

Maristela Rodrigues

Direção Geral - Colégio Stella Rodrigues"

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