Tempo seco deixa capital em atenção e cidades do interior paulista em alerta

Por iG São Paulo |

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Níveis de umidade relativa do ar chegam próximos a 20% na capital e atingem números ainda mais baixos no interior

Apesar de ter iniciado mais chuvoso que o esperado, o inverno começa a mostrar suas características mais marcantes em São Paulo: temperaturas baixas e dias secos. A capital paulista entrou em estado de atenção por conta da baixa umidade do ar nesta quinta-feira (31), que atingiu níveis próximos da 23%. Já no interior do Estado, algumas cidades estão em alerta devido a índices menores ainda.

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J. Duran Machfee/Futura Press
Termômetro marca 30ºC na avenida Paulista, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (1) de forte sol e baixos níveis de umidade relativa do ar

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergência da prefeitura de São Paulo (CGE), os termômetros atingiram na capital a máxima de 28ºC, com taxa de umidade por volta dos 23% em alguns bairros. Essa condição de tempo seco aumenta a concentração de poluentes e piora a qualidade do ar. Além disso, afeta a saúde das pessoas, principalmente crianças e idosos. Outro aspecto importante é o aumento do potencial para a ocorrência de incêndios em pastagens e florestas.

No interior do Estado, o ar seco e a poluição também tem colocado cidades da região metropolitana de Campinas (RMC) em estado de alerta. Na tarde desta quarta-feira (31), as 19 cidades estavam com a umidade do ar em níveis considerados críticos. Campinas, Indaiatuba, Monte Mor e Vinhedo entraram em estado de alerta, quando a umidade do ar fica entre 12% e 20%. 

A atuação da massa de ar seco estável e a pouca ventilação fez com que os níveis de poluição aumentassem, segundo Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb. Em uma escala de 41 a 80 em nível de poluição, a região sul de Paulínia atingiu 66, próximo do ruim. Já Americana chegou a 48.

A classificação é feita pelo poluente que alcança o maior nível. “Americana e Paulínia Sul atingiram nível moderado por partículas inaláveis, que vem da fumaça dos carros, partículas do solo e industrial.”

De acordo com levantamento da Defesa Civil, a baixa umidade do ar colocou quatro em alerta. Campinas atingiu 19,4% às 11h25 e Vinhedo chegou ao índice mais crítico, de 18,1%. Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), é decretado estado de atenção quando os níveis de umidade do ar estão entre 20% e 30%. O estado de alerta é decretado quando o índice varia entre 12% e 20%. Abaixo dos 12% é decretado Estado de Emergência. “A umidade relativa do ar mínima ocorre no horário mais quente do dia, por volta das 15h”, explica a pesquisadora Ana Maria Heuminski de Ávila.

Para os próximos dias, não há previsão de mudanças significativas nas condições do tempo. Segundo o CGE, um sistema de alta pressão atmosférica é o responsável por esse tempo seco e praticamente sem nebulosidade, o que acarreta em grande amplitude térmica ao longo do dia e baixos percentuais de umidade relativa do ar entre 11h e 17h.

Este cenário que vem se repetindo há vários dias deve continuar pelo menos até o sábado (03). Serão dias ensolarados, com temperaturas máximas elevadas para a época do ano, porém as madrugadas ainda continuam frias e bem típicas da estação.

Uma nova frente fria se forma no litoral do Estado do Rio Grande do Sul e tenta avançar em direção a São Paulo. O ar seco impede o avanço do sistema frontal e ele se afasta para o Oceano. A quantidade de nuvens aumenta discretamente na faixa leste do Estado, mas não chove. As temperaturas variam entre mínima de 11ºC máxima de 29ºC.

No Brasil, agosto começa sob a influência de uma forte massa de ar seco que predomina sobre a maior parte do Brasil, segundo a Climatempo. Neste primeiro fim de semana do mês, os dias serão de sol, temperatura em elevação, com céu azul praticamente sem nuvens na maior parte do País. O alerta é para baixos níveis de umidade relativa do ar ocorre principalmente nos Estados que compõem o Brasil Central. 

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