Protesto contra Alckmin tem confusão e 18 presos em São Paulo

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

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Além de pedir a renúncia do governador, grupo cobra resposta sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo

Jovem teria sido atingida por cassetete no rosto durante manifestação contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressA agressão teria acontecido na avenida Brigadeiro Faria Lima. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes fazem ato contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes fazem ato contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes fazem ato contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes fazem ato contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes fazem ato contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura Press

Um grupo de aproximadamente 250 pessoas, segundo a Polícia Militar, protestou na noite desta quinta-feira (1) contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na capital paulista. Houve confusão entre ativistas e PMs nas avenidas Brigadeiro Luiz Antônio e Paulista. De acordo com advogado dos manifestantes, 18 foram presos com acusações como lesão corporal e favorecimento pessoal. 

A manifestação começou por volta das 18h, perto da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, seguiu pela avenida 23 de Maio e passou pela Brigadeiro Luiz Antônio, onde um policial teria usado o cassetete para agredir uma jovem no rosto. Além disso, uma equipe da TV Bandeirantes foi expulsa do ato pelo grupo. 

Assim que o protesto chegou na Paulista, PMs fizeram cordão de isolamento em frente de cada agência bancária. Isso porque, na semana passada, um outro protesto contra o governador terminou com vários bancos destruídos. A atitude dos policiais, no entanto, irritou os manifestantes que responderam em coro: "Que hipocrisia. Protege banco e mata na periferia."

Perto da Praça do Ciclista, um jovem foi detido e parte dos manifestantes cercaram a base móvel da PM para onde ele foi levado. Por conta disso, os PMs jogaram pelo menos duas bombas de gás lacrimogênio contra os jovens. O protesto seguiu, então, pela rua Augusta, em direção ao 78º DP, local onde estão os outros três presos, sendo que um deles seria menor de idade. Durante o trajeto, pela rua Augusta no sentido Jardins, donos de bares e estalecimentos fechavam as portas com receio de depredações. 

O grupo parou em frente ao 78º DP, onde pedia a libertação dos detidos. Os manifestantes desmentem a PM e dizem que sete foram presos, entre eles dois menores. Várias pessoas que participam do protesto estavam mascaradas e o clima era de tensão, já que a Tropa de Choque estava posicionada em dois locais da rua Estados Unidos, onde fica a delegacia.

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Além de pedirem a renúncia de Alckmin, o grupo exibia faixas em que cobravam resposta sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, de 47 anos.

Caso Amarildo

Amarildo foi levado na viatura 6014 até à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, no último dia 14 de julho. Desde então, está desaparecido. Peritos encontraram sangue no porta-malas e no banco de trás do carro. Os primeiros exames confirmaram que o material no banco era de homem, mas não foi possível identificar a origem do que estava no porta-malas.

Imagens gravadas por câmeras de segurança mostraram o pedreiro no carro com a identificação 6014 e depois entrando na sede da UPP. A partir daí, ele não foi mais visto. Os policiais alegam que o liberaram, mas não há nenhum registro de sua saída da unidade.

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