Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele deu carona ao ex-PM, namorado da vítima, após o assassinato

O vigia Evandro Bezerra Silva foi condenado na noite desta quarta-feira (31) a 18 anos e oito meses de prisão por participar do assassinato da advogada Mércia Nakashima em 2010. A decisão saiu após três dias de julgamento no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele deu carona ao ex-PM Mizael Bispo de Souza, namorado da vítima, que foi condenado a 20 anos de prisão em março deste, após protagonizar o primeiro júri televisionado do Estado.

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Desta vez, apesar do pedido da defesa, a Justiça negou as imagens ao vivo no julgamento de Evandro - segundo funcionários do tribunal, também houve menos interesse das redes de TV. A juíza Maria Gabriela Riscale Tojeira foi a responsável por presidir o júri.

Entre as testemunhas, foram arroladas quatro de defesa, quatro de acusação e duas de juízo (convocadas pela juíza), cujos nomes foram mantidos em sigilo.

Júri

Entre as testemunhas de acusação, estavam o delegado Antonio de Olim, responsável pelas investigações na época, o investigador Alexandre Simone, o engenheiro Eduardo Amato Tolezani, e o advogado Arles Gonçalves, integrante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele acompanhou o depoimento de Evandro e foi convocado pela promotoria para atestar que o réu não foi torturado no interrogatório policial, como alega a defesa.

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O delegado Olim, que na época estava no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), também foi ouvido como testemunha de defesa.

Além dele, foram arrolados para a defesa Josefa Mariana dos Santos, ex-mulher de Evandro, Luiz Araújo Sobrinho, feirante amigo de Evandro, e Márcio Nakashima, irmão de Mércia. De acordo com o assistente de acusação, ele foi chamado depois que uma outra testemunha desistiu. A mãe de Mércia, Janete Nakashima, e outra irmão, Cláudia Nakashima, também compareceram ao julgamento.

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