MPL volta às ruas em ato contra desvios no Metrô de São Paulo

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

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O foco do protesto são as denúncias de pagamento de propinas a políticos e formação de cartel em obras milionárias do Metrô durante os governos do PSDB

O Movimento Passe Livre e pelo menos outros cinco movimentos populares vão engrossar um ato contra os supostos desvios de dinheiro no Metrô de São Paulo convocado pelo Sindicato dos Metroviários, no dia 14 de agosto.

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Além do sindicato e do MPL devem participar do ato a Associação Nacional de Estudantes Livres (Anel), Conlutas (ligada ao PSTU), Intersindical (ligada ao PSOL), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST, que tem alguns dirigentes ligados ao PT) e Periferia Ativa.

O foco do protesto são as denúncias de pagamento de propinas a políticos e formação de cartel em obras milionárias do Metrô durante os governos do PSDB.

Policiais em frente a Prefeitura de São Paulo durante protesto contra o aumento das passagens em São Paulo . Foto: Futura PressFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomManifestantes em frente ao carro incendiado da Rede Record. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: APBombeiros apagam incêndio provocado por ataque a um dos carros da Rede Record. Foto: APCarro da Rede Record é incendiado por alguns dos manifestantes. Foto: APPoliciais tentam se proteger e se abrigam na Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestante depreda cabine da Polícia Militar. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: APManifestantes queimam as bandeiras da cidade e do Estado de São Paulo. Foto: APEnquanto alguns manifestantes pedem paz, outros tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes seguem para a Av. Paulista. Foto: Futura PressManifestantes, que são contra as ações violentas de alguns grupos, tentam estender bandeira branca para mostra que o protesto é pacífico . Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes colocam fogo em carro gerador de imagens da Rede Record e atacam posto policial. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressPolícia tenta se proteger na entrada da Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes permanecem na região da Prefeitura de São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloHomem passa mal e é atendido na calçada. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressEstação de Metrô Sé é tomada pelos manifestantes. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan TruffiManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan TruffiManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura Press

Em 2008, investigações realizadas na Suíça revelaram que a Alstom, empresa que ganhou licitações milionárias no Metrô paulistano, pagava propinas a políticos brasileiros. No mês passado um grupo de executivos da Siemens, que também participou de contratos milionários, foi ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Banco Central, para relatar um esquema de cartéis em várias obras do Metrô e da CPTM incluindo outras 13 grandes empresas. Segundo ao auto-denúncia, o valor das obras era superfaturado em até 30%.

Segundo levantamento feito pelo iG junto ao Ministério Público Estadual, Metrô e CPTM são alvo de mais de 130 ações por irregularidades em uso de dinheiro público. Os contratos somam mais de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com Monique Félix, representante do MPL, o ato do dia 14 não será uma manifestação contra o governo Geraldo Alckmin (PSDB) mas de denúncia em relação aos interesses financeiros que movem a política de transportes em São Paulo.

"O motivo é mostrar como a maior parte dos recursos são sempre usados para interesses privados, para o lucro dos empresários através da corrupção que existe para manter determinados grupos no poder", disse Monique, deixando claro que o MPL é um movimento apartidário. "A gente entende a gravidade dessas denúncias mas o foco principal da mobilização é a prevalência dos interesses privados", completou.

Segundo ela, o Sindicato dos Metroviários é um parceiro histórico do MPL. No dia 5 de junho o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, foi preso durante um dos atos do MPL pela revogação do aumento das tarifas de transporte.

Ontem, um ato contra os desvios no Metrô terminou em confusão e detenções no centro de São Paulo. O PT tenta emplacar uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar as denúncias. Embora não tenha participação direta no ato do dia 14, líderes do PT na Alesp acreditam qe a mobilização popular pode ajudar a pressionar a base do governo Alckmin a assinar o pedido de CPI.

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