Governo federal anunciou que desistiu da proposta de ampliar em dois anos a graduação em Medicina no País

Agência Brasil

Cerca de 200 médicos, segundo cálculo da Polícia Militar, protestam no início da noite desta quarta-feira (31), em São Paulo, contra o programa Mais Médicos, lançado este mês pelo governo federal. Apesar de o governo ter recuado da proposta de ampliar em dois anos a graduação em medicina , os manifestantes criticam a possibilidade de entrada de médicos estrangeiros no país sem a revalidação do diploma.

Governo desiste de aumentar curso de medicina em dois anos

O protesto começou na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), na avenida Brigadeiro Luiz Antônio, foi para a Paulista e está neste momento na rua da Consolação, onde está sediado o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

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Para o presidente da APM, Florisval Meinão, o recuo do governo na questão do aumento do período de graduação em medicina era necessário, porque "a proposta é inaceitável e inadmissível, do ponto de vista técnico". No entanto, Mainão ainda demostrou desconfiança em relação à proposta do governo.

“Parece que o recém-formado, de uma maneira ou de outra, será enviado para atender a essa população mais vulnerável." O Programa Mais Médicos prevê o trabalho que os recém-formados trabalhem na periferia dos grandes centros e em cidades do interior, onde faltam profissionais de saúde.

Como alternativa à proposta do governo, o presidente da Associação Paulista de Medicina voltou a defender mais investimentos para a saúde e a criação de um plano de carreira público para os médicos. “Enquanto não se tratar da questão do financiamento, não há como levar uma saúde de qualidade para a população", afirmou o médico.

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