Julgamento do Carandiru recomeçou nesta terça-feira, em São Paulo. Vinte e sete PMs são julgados por 73 mortes

Começou nesta terça-feira (30), por volta das 10h30, a o segundo dia de júri da segunda etapa do julgamento do massacre do Carandiru, em São Paulo. O Conselho de Sentença, composto por sete homens, julgam 27 acusados pela morte de 73 pessoas no terceiro pavimento do Pavilhão 9 do antigo presídio.

1º dia: Acusação dispensa testemunhas e usa vídeo de declarações do 1º júri

O julgamento recomeçou nesta terça-feira (30) com o depoimento de uma testemunha protegida. Na sequência começou a ser ouvido Pedro Franco de Campos, que era secretário de Segurança do Estado de São Paulo à época dos fatos. 

Em seu depoimento, Campos afirmou que a não havia alternativa que não fosse a invasão do Carandiru. "A entrada da PM era necessária. O Carandiru ficava dentro da capital e a briga podia tomar proporções gigantescas", explica.

O ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho deve ser ouvido nesta terça-feira também.  

Nesta segunda-feira, embora tivesse convocado 11 testemunhas de acusação, a promotoria dispensou sete delas, ouviu apenas um e exibiu três vídeos com testemunhos colhidos em abri l, quando 23 policiais militares foram condenados a 157 anos de prisão.

Resumo do 1º dia de julgamento:
Sobreviventes eram mortos se tropeçassem nos corpos, diz testemunha
“Rio de sangue” impediu perícia no dia do massacre do Carandiru
Polícia desmanchou as provas do massacre do Carandiru, diz perito criminal
Promotoria dispensa sete testemunhas de acusação em júri do Carandiru
Sete homens julgarão PMs em novo júri do massacre do Carandiru

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