"A entrada da PM era necessária", diz secretário no júri do Carandiru

Por Wanderley Preite Sobrinho , iG São Paulo | - Atualizada às

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Julgamento do Carandiru recomeçou nesta terça-feira, em São Paulo. Vinte e sete PMs são julgados por 73 mortes

Começou nesta terça-feira (30), por volta das 10h30, a o segundo dia de júri da segunda etapa do julgamento do massacre do Carandiru, em São Paulo. O Conselho de Sentença, composto por sete homens, julgam 27 acusados pela morte de 73 pessoas no terceiro pavimento do Pavilhão 9 do antigo presídio.

1º dia: Acusação dispensa testemunhas e usa vídeo de declarações do 1º júri

Julgamento do massacre do Carandiru, no Fórum criminal da Barra Funda em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (29). Foto: Futura PressA nova fase do julgamento conta com 26 policiais no banco dos réus, dos 79 agentes acusados. Foto: Futura PressO massacre que aconteceu em 1992 foi o pior da história do sistema penitenciário brasileiro. Foto: Futura PressO Juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo durante julgamento do massacre do Carandiru, no Fórum criminal da Barra Funda em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (29). Foto: Futura PressJulgamento do massacre do Carandiru. Foto: Futura PressHomem protesta pedindo reforma do sistema penitenciário em frente ao Fórum onde acontece o julgamento do massacre do Carandiru. Foto: Futura PressEm outubro do ano passado, cento e onze cruzes foram colocam em frente ao Largo São Francisco por alunos da Faculdade de Direito, em lembrança aos mortos do massacre ocorrido há 20 anos, onde morreram 111 presos. Foto: Futura Press

O julgamento recomeçou nesta terça-feira (30) com o depoimento de uma testemunha protegida. Na sequência começou a ser ouvido Pedro Franco de Campos, que era secretário de Segurança do Estado de São Paulo à época dos fatos. 

Em seu depoimento, Campos afirmou que a não havia alternativa que não fosse a invasão do Carandiru. "A entrada da PM era necessária. O Carandiru ficava dentro da capital e a briga podia tomar proporções gigantescas", explica.

O ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho deve ser ouvido nesta terça-feira também.  

Nesta segunda-feira, embora tivesse convocado 11 testemunhas de acusação, a promotoria dispensou sete delas, ouviu apenas um e exibiu três vídeos com testemunhos colhidos em abril, quando 23 policiais militares foram condenados a 157 anos de prisão.

Resumo do 1º dia de julgamento:
Sobreviventes eram mortos se tropeçassem nos corpos, diz testemunha
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Promotoria dispensa sete testemunhas de acusação em júri do Carandiru
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