Começa em Guarulhos o julgamento do segundo réu do caso Mércia

Por Agência Estado |

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Evandro Bezerra Silva deu carona a Mizael Bispo de Souza, namorado da vítima e condenado a 20 anos de prisão

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O júri do vigia Evandro Bezerra Silva, acusado de participar do assassinato da advogada Mércia Nakashima em 2010, começou às 10h desta segunda-feira (29) no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele deu carona ao ex-PM Mizael Bispo de Souza, namorado da vítima, que foi condenado a 20 anos de prisão em março deste ano, após protagonizar o primeiro júri televisionado do Estado.

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O vigia Evandro Bezerra da Silva chega para o terceiro dia de julgamento no Fórum Criminal de Guarulhos, SP, nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressChegada do vigia Evandro Bezerra para o julgamento no Fórum Criminal de Guarulhos (SP), na manhã desta segunda-feira (29). Foto: Futura PressA mãe de Mércia, Janete Nakashima chega para o julgamento do vigia Evandro Bezerra da Silva, no Fórum Criminal de Guarulhos (SP), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressO advogado de Evandro, Aryldo de Paula. Foto: Futura PressO irmão de Mércia, Márcio Nakashima. Foto: Futura PressO assistente de acusação Alexandre de Sá Domingues, no Fórum Criminal de Guarulhos (SP) . Foto: Futura PressMovimentação em frente ao Fórum Criminal de Guarulhos (SP), na manhã desta segunda-feira (29), onde esta acontecendo o julgamento do vigia Evandro Bezerra da Silva. Foto: Futura PressHomem protesta antes do julgamento do vigia Evandro Bezerra da Silva, no Fórum Criminal de Guarulhos (SP). Foto: Futura PressFachada do Fórum Criminal de Guarulhos (SP), na manhã desta segunda-feira (29), onde esta acontecendo o julgamento do vigia Evandro Bezerra da Silva. Foto: Futura Press

Apesar do pedido da defesa, a Justiça negou as imagens ao vivo no julgamento de Evandro - segundo funcionários do tribunal, também houve menos interesse das redes de TV. A juíza Maria Gabriela Riscale Tojeira será a responsável por presidir o júri.

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O vigia, preso na Penitenciária 2 de Tremembé, alega inocência. Segundo o MPE, se condenado, ele deverá ter pena menor, pois apenas sabia do plano de Mizael e o ajudou a fugir. O promotor Rodrigo Merli quer mostrar, no entanto, que o réu "não é um bom moço", e que sua participação no crime não foi tão indireta quanto alega a defesa. O advogado Alexandre de Sá Domingues é o assistente de Merli na acusação.

O advogado de Evandro, por sua vez, Aryldo de Oliveira, afirma que vai apresentar "uma bomba" no plenário. Ele não adiantou do que se trata, mas falou que será uma revelação sobre Mércia.

Júri

Entre as testemunhas, foram arroladas quatro de defesa, quatro de acusação e duas de juízo (convocadas pela juíza), cujos nomes foram mantidos em sigilo.

Entre as testemunhas de acusação, estão o delegado Antonio de Olim, responsável pelas investigações na época, o investigador Alexandre Simone, o engenheiro Eduardo Amato Tolezani, e o advogado Arles Gonçalves, integrante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele acompanhou o depoimento de Evandro e foi convocado pela promotoria para atestar que o réu não foi torturado no interrogatório policial, como alega a defesa.

O delegado Olim, que na época estava no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), também vai ser ouvido como testemunha de defesa. Além dele, foram arrolados para a defesa Josefa Mariana dos Santos, ex-mulher de Evandro, Luiz Araújo Sobrinho, feirante amigo de Evandro, e Márcio Nakashima, irmão de Mércia. De acordo com o assistente de acusação, ele foi chamado depois que uma outra testemunha desistiu.

A mãe de Mércia, Janete Nakashima, e outra irmão, Cláudia Nakashima, também compareceram ao julgamento.

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