Homicídio cai pelo 3º mês, mas ainda sobe no semestre em São Paulo

Por Agência Estado |

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Apesar da queda de 12,3%, alta acumulada é de 2,3% no Estado. Na capital, crescimento no semestre é de 4,9%

Agência Estado

O número de homicídios diminuiu no Estado de São Paulo e na capital paulista em junho, mas manteve alta no acumulado do semestre em relação a igual período em 2012, reflexo da criminalidade nos primeiros meses do ano. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25), pela Secretaria da Segurança Pública.

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Esse é o terceiro mês consecutivo de queda de homicídio no Estado, com redução de 396 casos para 355, na comparação de junho desta ano com igual mês em 2012. Em São Paulo, a diminuição foi de 12,3%. Em compensação, no semestre as altas foram de 4,9% na capital e 2,3% no Estado.

Nivaldo Lima/Futura Press
Homicídios caíram 12,3% no Estado em julho

As estatísticas positivas foram comemoradas pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, que fez uma apresentação em entrevista coletiva sem destacar as pioras nos índices do mês, como roubos e furtos a veículos. Em junho, esses crimes aumentaram 21,3% e 30,7% na capital, respectivamente.

Nesse semestre houve alta em vários crimes violentos no Estado e na capital - um dos maiores foi o roubo seguido de morte, que cresceu 37,5%, no município. "O latrocínio constitui-se a nossa principal preocupação", disse o secretário. Na capital, com 9 casos em junho, esse crime ficou estável no mês.

"A sensação de segurança e indicadores são coisas diferentes. Nós temos essa tendência de queda. A sensação de segurança que temos em São Paulo não é condizente comparado com outros Estados", disse Grella.

Questionado pelo fato de não ter citados os crimes que tiveram aumento no semestre, como o estupro que subiu 10% na capital e 5,1% no Estado, o secretário disse que "todos os dados estão no site". As estatísticas foram publicadas na internet pouco antes da entrevista.

Sobre roubos a banco, que em junho deste ano cresceram de 7 para 12 na capital, Grella atribuiu o fenômeno à "migração do crime". "Se nós tivéssemos já a exata compreensão, seria fácil enfrentar essa onda."  

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