Corpo de homem de cerca de 50 anos foi encontrado sem sinais de violência na Liberdade, região central da cidade

Agência Estado

Moradora de rua tenta se proteger do frio de cerca de 12ºC, usando plástico, enquanto faz comida em fogareiro improvisado no canteiro central da avenida Paulista
J. Duran Machfee/Futura Press
Moradora de rua tenta se proteger do frio de cerca de 12ºC, usando plástico, enquanto faz comida em fogareiro improvisado no canteiro central da avenida Paulista

A Polícia Civil investiga se um morador de rua morreu de frio na capital paulista nesta quinta-feira (25). Um homem de aproximadamente 50 anos foi encontrado morto sem sinais de violência no corpo por volta das 8 horas, na rua São Paulo, na Liberdade, na região central.

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O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) central, situado em Pinheiros, na zona oeste. O laudo atestando a causa da morte deve sair nos próximos dias.

A ocorrência foi registrada no 1.º Distrito Policial (Liberdade), que atende a região. Não havia ninguém com o homem, cujo corpo estava na calçada. A madrugada teve temperatura mínima estimada de 8ºC à 0h, no Mirante de Santana, na zona norte de São Paulo, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Um dia antes, a cidade de São Paulo teve a madrugada mais fria dos últimos 13 anos. A medição oficial da cidade, no Mirante de Santana, marcou 5,2°C. Em 18 de julho de 2000, o termômetro da estação meteorológica verificou 4,1°C.

A Prefeitura de São Paulo informou que, entre terça-feira (23) e quarta-feira (24), foram abrigadas 11 mil pessoas em situação de rua nos centros de acolhida da rede de assistência social e em centros emergenciais.

Por meio de nota, a gestão Fernando Haddad (PT) informou ainda que abriu 3 mil vagas extras em centros de emergência devido ao frio extremo, além das 9 mil fixas oferecidas diariamente nos 63 centros de acolhida.

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