Após prisão de policiais, SP modifica estrutura da Corregedoria da Polícia Civil

Por Agência Brasil |

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Entre as mudanças está a ampliação das equipes que investigam faltas e crimes cometidos por policiais

Agência Brasil

Após dez policiais do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) terem sido presos por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou um decreto dando mais poder de ação à Corregedoria da Polícia Civil. O decreto foi publicado nesta terça-feira (23) no Diário Oficial do Estado.

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Eduardo Ferreira/Futura Press
Fachada da Corregedoria Geral da Polícia Civil, na rua da Consolação, em São Paulo

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre as mudanças está a ampliação das equipes de plantão na corregedoria, que é responsável por investigar faltas funcionais e crimes praticados por policiais civis. Os plantões ficarão a cargo das cinco delegacias da Divisão de Crimes Funcionais. Outra mudança é a criação de uma ferramenta de inteligência, o Serviço Técnico de Análise de Perfis Criminosos e Transgressores, que vai substituir o antigo Serviço Técnico de Comunicações Virtuais.

"A partir de um cadastro com as informações dos policias que cometem crimes e aqueles que praticam faltas funcionais, nós vamos chegar a um perfil padrão de quem transgride", disse Nestor Sampaio Penteado Filho, corregedor-geral da Polícia Civil.

Está prevista também alteração na Unidade de Inteligência Policial, que agora deixa de ser atrelada à Assistência Policial da Corregedoria para fazer parte da Divisão de Informações Funcionais. A mudança vai possibilitar, segundo a secretaria, dar mais agilidade à produção e ao acesso aos dados e informações de interesse da corregedoria.

No último domingo (21), um dos 13 policiais civis investigados por envolvimento com o tráfico se entregou à corregedoria. As investigações indicam que eles recebiam entre R$ 200 mil e R$ 300 mil por ano em propinas, pagas por traficantes. Os policiais responderão por crimes de formação de quadrilha, roubo, tortura e extorsão mediante sequestro. Três policiais continuam foragidos.

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