Gilson Iwamizu dos Santos e Jandre Gomes Lopes de Souza se apresentaram na sede da corregedoria da polícia

Os policiais Gilson Iwamizu dos Santos e Jandre Gomes Lopes de Souza, ambos de 39 anos, se apresentaram na manhã desta quarta-feira (17) na sede da corregedoria da Polícia em São Paulo. Com eles, nove policiais estão detidos pela acusação de ligação com o suposto esquema de cobrança de propina de traficantes envolvendo o Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). A investigação é conduzida pelo Ministério Público (MP) do Estado.

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Continuam foragidos quatro policiais que, segundo as investigações, cobravam de traficantes da favela do São Fernando, em Campinas, para que pudessem trabalhar livremente. O MP continua ouvindo nesta tarde um delegado preso na operação.

Fachada da Corregedoria Geral da Polícia Civil, na rua da Consolação, em São Paulo, para onde foram encaminhados os policiais presos
Eduardo Ferreira/Futura Press
Fachada da Corregedoria Geral da Polícia Civil, na rua da Consolação, em São Paulo, para onde foram encaminhados os policiais presos


Gilson e Jandre atuavam como investigadores na 3ª Delegacia da Divisão Especial de Apoio ao Demacro (Deap), do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Eles foram presos e encaminhados ao Presídio da Polícia Civil.

O caso

As prisões dos policiais investigados por achaque a traficantes e vazamentos de inquéritos começaram na segunda-feira (15), na capital paulista e em Campinas. A maioria é integrante ou ex-funcionário do Denarc. As denúncias apontam para pagamento de propina mensal de até R$ 30 mil. Após a operação, que incluiu a maior devassa no departamento desde 1987, a Secretaria da Segurança destacou que o Denarc será reformulado.

Dois dos presos eram delegados do departamento: o supervisor da Unidade de Investigações (responsável pelo setor de inteligência), Clemente Castilhone Junior, e Fábio Amaral de Alcântara, da 3.ª Delegacia de Apoio. Foram expedidos 13 mandados de prisão contra policiais - 11 em São Paulo e 2 em Campinas, onde começou a investigação, com base em escutas de traficantes feitas a pedido do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

*Com AE

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