Substituição de lâmpadas em vias públicas vai custar R$ 116 milhões a São Paulo

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Prefeitura quer substituir 30% da iluminação da cidade, hoje feita por lâmpadas de mercúrio, obsoletas

Marcelo Prates/Hoje em Dia/Futura Press
Prefeitura de São Paulo quer substituir 120 mil lâmpadas nas vias públicas até o final do ano

Os 12 arrastões que assustaram os paulistas na última Virada Cultura, em maio deste ano, chamaram a atenção da Prefeitura de São Paulo para um problema antigo: a má iluminação das vias públicas. Uma semana depois do evento, o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciou a troca de 120 mil lâmpadas nas ruas até o final do ano, mas não revelou o valor necessário para a substituição.

Haddad pediu um estudo à Polícia Militar, que mapeou os 643 endereços em toda a capital onde a iluminação é ruim ou inexistente. Ao divulgar o estudo, o porta-voz da polícia, major Marcel Lacerda Soffner, afirmou que qualquer “criminoso vai preferir agir em um local escuro do que em um lugar com boa iluminação”.

A pedido do iG, a prefeitura revelou que o valor necessário para a substituição já foi contabilizado: até o final do ano serão necessários R$ 116,3 milhões para substituir as lâmpadas de mercúrio – luz branca – pelas de vapor de sódio, amarelada.

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A substituição fazia parte das promessas de campanha de Haddad, que justificava sua proposta ao afirmar que as lâmpadas de vapor de sódio são mais econômicas e iluminam até três vezes mais que as de mercúrio.

Até o dia 10 de junho – último levantamento da Secretaria de Serviços – 25 mil pontos de luz já haviam sido substituídos. Ao todo, serão 41 endereços no centro, como na rua 7 de Abril; 72 na zona Oeste, como na esquina das ruas Aspicuelta e Fidalga (Vila Madalena); 178 na zona Norte, como na avenida Raimundo Pereira de Magalhães (Pirituba); 174 na zona Sul, como em trechos da avenida Nações Unidas; e 177 na zona Leste, como na avenida Jacu-Pêssego (Vila Jacuí).

R$ 70 milhões

Ainda no mês passado, Haddad anunciou a redução de R$ 70 milhões no valor pago ao consórcio SP Luz, responsável pela substituição das lâmpadas. O corte de 20% no contrato de R$ 437 milhões foi uma retaliação ao grupo, que não estaria respeitando os prazos para as trocas, consertos e instalação de novos pontos de luz na cidade.

O consórcio aceitou a redução em troca da prorrogação de seu contrato, que venceria em julho. Agora, a empresa terá até dezembro para concluir as regras contratuais.

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