Médicos protestam em SP e pedem 10% do PIB para a Saúde e exame para formandos

Por iG São Paulo , Beatriz Atihe | - Atualizada às

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Profissionais da saúde e estudantes de medicina protestam em São Paulo nesta terça-feira contra medidas do governo

Cerca de 500 manifestantes, entre médicos e estudantes de medicina, fazem nesta terça-feira (16) um novo protesto contra medidas anunciadas pelo governo federal. Da frente da sede do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), na rua da Consolação, eles partiram em passeata até o centro da capital.

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Protesto de médicos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloMercadante, Dilma e Padilha foram alvo dos manifestantes nesta terça-feira. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloProtesto de médicos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloProtesto de médicos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São PauloProtesto de médicos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. Foto: Beatriz Atihe, iG São Paulo

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Os manifestantes são contra a importação de profissionais estrangeiros para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), contra o aumento em dois anos da graduação em medicina - tempo que será usado para que o aluno trabalhe na rede pública - e contra a sanção, com vetos, do "Ato Médico" pela presidente Dilma Rousseff. A presidente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, foram os principais alvos dos manifestantes.

Beatriz Atihe, iG São Paulo
Protesto no prédio do Cremesp, em São Paulo

Antes da passeata, a direção do Cremesp anunciou as principais proposta devendidas pela categoria: um exame nacional para todos os médicos formados e a aplicação de 10% do PIB para a saúde. "O problema da saúde pública passou a ser o médico, mas o Brasil investe apenas 3,7% do PIB na saúde", disse o representante do Cremesp Renato Françoso.

"Os médicos são favoráveis ao Sistema Único de Saúde, mas infelizmente, não há investimento do governo federal. O Brasil investe menos que alguns países da África. Reivindicamos que 10% da receita bruta da união seja direcionado para a saúde. A falta de médicos é consequência do descaso com a saúde. De acordo com todas as pesquisas, a saúde é o setor mais mal avaliado do sistema", completou Françoso.

Presente na passeata, Guilherme Silveira, médico perito do INSS reclamou do governo. "Eu vim pra manifestação devido ao desrespeito do governo federal com a saúde no Brasil. Nosso sistema é podre e é muito fácil culpar os médicos. O que falta é distribuir renda", afirmou

Para a pediatra Iolanda Oliveira, o governo precisa mudar o investimento que faz na saúde. "Nós temos tanto dinheiro e somos um dos países que menos investem na saúde. E agora com os 10 vetos, a população corre o risco de ser diagnosticada e tratada por médicos sem capacitação. A manifestação é importante, pois o governo só presta atenção quando começamos a incomodar".

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