Governo de São Paulo consegue liminar contra paralisação no Metrô

Por iG São Paulo |

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Metroviários haviam aderido ao Dia Nacional de Lutas, mas TRT determinou que 100% da categoria trabalhe

O governo de São Paulo conseguiu nesta quarta-feira (10) uma liminar que impede a paralisação total dos serviços no Metrô nesta quinta (11), Dia Nacional de Lutas, quando deve acontecer uma série de manifestações pelo País. Apesar dos metroviários terem anunciado adesão ao movimento, o Tribunal Regional do Trabalho determinou que 100% dos trabalhadores têm de trabalhar nos horários de pico e 70% nos outros horários sob pena de R$ 100 mil por dia.

Centrais sindicais fazem greves e protestos pelo Brasil nesta quinta-feira

A ação cautelar foi pedida pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), do governo de São Paulo, contra o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários de São Paulo. É que os metroviários decidiram no último dia 4 aderir à greve, convocada por centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais. Ainda assim, o Sindicato dos Metroviários faz nesta noite uma nova assembleia para decidir como será a participação dos funcionários do Metrô no movimento em São Paulo.

Rafael Camargo/Futura Press
Ainda assim, metroviários fazem assembleia para decidir participação no ato

Em sua justificativa para conceder a liminar, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério argumentou que, apesar do direito de greve, a paralisação total dos serviços acabaria “acarretando grande desconforto à população”. “É público e notório que o serviço metroviário encontra-se saturado, sobretudo nos horários de ‘pico’, quando frequentemente formam-se enormes filas de espera para se ingressar nos vagões lotados, acarretando grande desconforto à população que muitas vezes não possui outras opções de transporte, inclusive por fatores econômicos”, explicou.

Manifestações devem fechar importantes avenidas de São Paulo

Em São Paulo, além do Metrô, as greves e paralisações podem afetar vias estratégicas da região metropolitana, como a Marginal Tietê, avenida do Estado, a Jacu-pêssego e a Radial Leste, e as rodovias Anchieta, Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares, Fernão Dias, Dutra e Mogi-Bertioga. Todas devem ter o trânsito interrompido já pela manhã, a partir das 5h.

A proposta da paralização simultânea é parar as capitais para defender a pauta dos sindicatos unidos em torno da Força Sindical, que inclui o fim do fator previdenciário, a redução da jornada semanal, reajuste para os aposentados, entre outras reinvindicações. Mais de 60 sindicatos, de categorias como metalúrgicos, químicos, construção civil, construção pesada, costureiras, transporte, alimentação, borracheiros, telefônicos, servidores públicos, gráficos e comerciários prometem aderir à greve.

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