Prefeito de São Paulo cancela licitação dos ônibus estimada em R$ 46 bilhões

Por Agência Estado |

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Contratos valeriam por até 15 anos e era considerada a maior da história da cidade. "Não podemos assinar sem a participação da sociedade", disse Fernando Haddad

Agência Estado

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que vai suspender a bilionária licitação, a maior da história da Prefeitura de São Paulo, dos ônibus da cidade. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 26, em entrevista ao programa SPTV da TV Globo.

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Marcos Bezerra/Futura Press
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva na sede da prefeitura (arquivo)

"Nós não podemos assinar contratos de 15 anos sem participação popular. O momento em que estamos exige a participação da sociedade, eu vou instalar o conselho de transporte público, com a participação dos usuários, do movimento social, junto com os empresários e com o governo, para abrir as planilhas, para que as pessoas tenham consciência dos custos que estão sendo enfrentados", acrescentou. 

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Segundo Haddad, todas as movimentações serão realizadas com a presença do Ministério Público para que "fique tudo em pratos limpos". A gestão Haddad estava em processo de renovar os contratos com as empresas e cooperativas de ônibus da capital - assinados há uma década na gestão da petista Marta Suplicy.

O custo da nova licitação, que valeria por até 15 anos, é de R$ 46,3 bilhões. Tratava-se do maior processo licitatório da história da cidade. Em entrevista na segunda-feira, o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que uma das propostas que chegaram à sua mesa sobre os transportes públicos é a da tarifa zero. Outra é a de voltar a estatizar o sistema de ônibus municipal. A nova licitação dividia a cidade em três lotes para os concessionários. Poderiam participar empresas ou consórcios.

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