"O povo tem o direito de ir à rua", diz chefe do Ministério Público de São Paulo

Por Agência Estado |

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Para Elias Rosa, "o que se espera é o efetivo respeito aos direitos da cidadania e o fortalecimento do Legislativo, Executivo, dos partidos políticos e não a supressão deles"

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O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta segunda-feira (24), as manifestações populares. No ato da posse de 78 promotores, o chefe do Ministério Público paulista enfatizou. "O povo tem o direito de ir à rua. Assim é que se forma o capital social, espaços públicos são da multidão." Elias Rosa pregou que o MP promova o equilíbrio entre as instituições. "No Estado cujo eixo econômico é prevalecente há natural exclusão de quem não tem força produtiva."

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Divulgação
Márcio Elias Rosa reafirmou a necessidade de os promotores atuarem sempre tendo em vista as demandas da sociedade

O procurador condenou a velha rotina no País. "Para o amigo tudo, para o inimigo a lei é (uma prática) distante da sociedade. O MP deve conciliar as instituições, promover o ideal de Justiça. O que reclamamos na Ação Civil Pública é o que o povo clama nas ruas. Não é polícia, não é intervenção do Estado, crise radicalizada. Fiquemos muito atentos. Nosso dever é a defesa do regime democrático."

Para Elias Rosa, "tudo o que se espera é o efetivo respeito aos direitos da cidadania e que se cumpra uma política social, o fortalecimento dos poderes Legislativo, Executivo, dos partidos políticos e não a supressão deles". Ele recomendou a seus novos pares que dialoguem com os representantes do Estado e do município. "Aproximem-se do povo. Instiguem os estudantes à reflexão. Visitem as escolas, falem com as associações de bairros, mobilizem."

Aplaudido de pé, Elias Rosa conclamou. "Tenham orgulho de ser promotor, sem jamais adotar postura subserviente. Somos o fiscal da lei. Estamos na era dos princípios. Devemos ser fiéis a esses valores da Constituição. O Ministério Público é fruto de ações coletivas, muito menos de ações individuais."

Ele defendeu a liberdade de imprensa. "Abram as portas do MP para a imprensa." Mas alertou para que evitem o espetáculo. "Deixem que o jornalista decida o que é manchete, cuidem das questões judiciais. O fato do Ministério Público é processual e não jornalístico". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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