Integrantes do MPL acreditam que o prefeito Fernando Haddad (PT) irá ceder às manifestações e voltará atrás no reajuste de R$ 0,20 na tarifa do ônibus

Dois Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) disseram ao iG esperam a revogação do aumento da tarifa de ônibus em São Paulo no máximo até o final da semana. “Pela primeira vez o prefeito disse que pode submeter à revogação do aumento à população. Amanhã ou depois de amanhã vai revogar (o aumento)”, disse Mateus Preis.

Sexto dia: acompanhe ao vivo as manifestações

Nesta terça-feira (18), acontece a sexta grande manifestação contra o aumento de R$ 0,20 na tarifa de ônibus em São Paulo. O MPL é um coletivo formado por cerca de 40 de pessoas que tem como característica o apartidarismo, e é quem tem convocado as manifestações que pararam as cidades na última semana e detonaram uma onda de protestos por todo o Brasil.

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Questionado se o movimento teria recebido alguma outra indicação informal de que o prefeito estaria disposto a revogar a tarifa, Preis respondeu: “não, mas até quando ele vai aguentar esses protestos?” Ele lembrou que manifestações desse tipo já conseguiram revogações de tarifas em várias cidades este ano, como João Pessoa, Porto Alegre, Manaus, Campinas, Cuiabá, Foz do Iguaçu, Vinhedo e Paranaguá.

O estudante de filosofia Marcelo Hotimsky, 19 anos, também membro do MPL, confirmou a expectativa otimista dos integrantes do MPL. “A prefeitura deu um indicativo de que está disposta a negociar. A gente espera a revogação ainda nesta semana”, disse ele. O fato da presidente Dilma Rousseff ter vindo hoje para se reunir hoje foi visto como um bom sinal pelos manifestantes.

Desde o início das manifestações, vereadores do PT, que já foram próximos do movimento durante a gestão Gilberto Kassab e hoje fazem parte da administração municipal, têm mantido contato intenso com os representantes do MPL para dialogar sobre possíveis alternativas. Os contatos se intensificaram depois dos protestos de terça-feira passada.

Segundo integrantes do movimento, o governo do Estado, responsável pelas tarifas de metrô e dos trens da CPTM, ainda não abriu um canal de contato com o movimento. A única reunião até agora do MPL com o palácio dos bandeirantes aconteceu ontem, com a Secretaria de Segurança, e não com os órgãos responsáveis pelo transporte.

O MPL é um coletivo formado por cerca de 40 de pessoas que tem como característica o apartidarismo, e é quem tem convocado as manifestações que pararam as cidades na última seman e detonaram uma onda de protestos por todo o Brasil.

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