Haddad nega revogação imediata de aumento, mas diz que negociação segue

Por Natália Peixoto - iG São Paulo |

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Prefeito de São Paulo disse estar dialogando com Movimento Passe Livre e que "tem confiança" na ação da Polícia Militar

O prefeito Fernando Haddad disse continuará negociando e negou qualquer ação imediata, como baixar o reajuste de R$ 0,20 na tarifa de ônibus, para interromper as manifestações organizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL).

Marcos Bezerra/Futura Press
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva na sede da Prefeitura em São Paulo, nesta quarta-feira (19)

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (19) na sede da Prefeitura de São Paulo, alvo de atos de vandalismo na noite de ontem, durante a sexta manifestação contra o aumento na tarifa, o prefeito voltou a defender o reajuste como o mais coerente por ter ocorrido abaixo da inflação e disse concordar com a ação da Polícia Militar (PM) na noite de ontem. A PM foi criticada por manifestantes por demorar a agir e só aparecer após cerca de uma hora depois de chamada para conter o quebra-quebra no centro, onde aconteceu a queima de um carro da Rede Record.

"O que aconteceu aqui foi uma atrocidade contra a cidade, contra o Theatro Municipal, contra a Prefeitura. O prédio da Prefeitura é do povo", criticou Haddad, que entendeu que os atos de vandalismo são ações de uma minoria que tenta "interditar" o diálogo estabelecido entre o executivo e o MPL.

"Existe uma preocupação da polícia em só agir em último caso", disse o prefeito. "Desde o primeiro momento eu tenho muita confiança no secretário (de Segurança do Estado) Fernando Grella."

O prefeito disse ainda que, com a aprovação do Regime Especial de Incentivos para o Transporte Coletivo Urbano e Metropolitano de Passageiros (Reitup), ainda em fase de discussão no Congresso, seria possível reduzir a tarifa em 7%, a partir de mais desonerações.

Policiais em frente a Prefeitura de São Paulo durante protesto contra o aumento das passagens em São Paulo . Foto: Futura PressFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomFotos internas da Prefeitura de São Paulo, após tentativa de invasão. Foto: Paulo Pinto/SecomManifestantes em frente ao carro incendiado da Rede Record. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: Futura PressManifestantes saqueiam e depredam agência do Banco Itaú. Foto: APBombeiros apagam incêndio provocado por ataque a um dos carros da Rede Record. Foto: APCarro da Rede Record é incendiado por alguns dos manifestantes. Foto: APPoliciais tentam se proteger e se abrigam na Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestante depreda cabine da Polícia Militar. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: APManifestantes queimam as bandeiras da cidade e do Estado de São Paulo. Foto: APEnquanto alguns manifestantes pedem paz, outros tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes seguem para a Av. Paulista. Foto: Futura PressManifestantes, que são contra as ações violentas de alguns grupos, tentam estender bandeira branca para mostra que o protesto é pacífico . Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes colocam fogo em carro gerador de imagens da Rede Record e atacam posto policial. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressPolícia tenta se proteger na entrada da Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes permanecem na região da Prefeitura de São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloHomem passa mal e é atendido na calçada. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes em frente à Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressAlguns manifestantes tentam invadir a Prefeitura de São Paulo. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressEstação de Metrô Sé é tomada pelos manifestantes. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan TruffiManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Renan TruffiManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura PressManifestantes se reúnem na Praça da Sé, em São Paulo, para o sexto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte público. Foto: Futura Press

Conselho Político

Antes da entrevista coletiva o prefeito se reuniu com um "conselho político" que está ajudando a lidar com a pressão dos protestos e disse ter conversado com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre a situação da cidade. Ontem, o prefeito se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e conversou por telefone com o ministro da Fazenda Guido Mantega sobre um "avanço" nas políticas de desoneração do setor de transporte público e sobre verbas para construção de corresores de ônibus na capital.

O prefeito atribuiu à falta de investimento das gestões anteriores à dificuldade das empresas de ônibus em manter sua margem de lucro com o preço anterior. Ele também criticou a pressão que tem sofrido para baixar a tarifa imediatamente e chamou de "contradição" o MPL ser contra o bilhete único mensal, sua proposta de campanha que está em fase de implantação.

"A prefeitura segurou o aumento até a desoneração federal (do PIS/Cofins). Nós já estamos colocando R$ 600 milhões de subsídios para manter nesse patamar (de R$ 3,20). Qualquer valor além disso significa um prejuízo para outras áreas do governo", disse o prefeito.

Decisão até sexta
Nesta terça-feira, dois Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) disseram ao iG esperam a revogação do aumento da tarifa de ônibus em São Paulo no máximo até o final da semana. Hoje, o prefeito afirmou que dará uma resposta ao MPL sobre a tarifa até sexta-feira.

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