‘Entraram mais de 200 pessoas’, diz segurança de loja saqueada em SP

Por Carol Martins e Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às

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Após tentar invadir sede da prefeitura, grupo que protestava contra aumento da passagem destruiu pelo menos 14 lojas e cinco agências bancarias no centro da capital paulista

Marcos Bizzotto/Futura Press
Manifestante consome sorvete dentro do McDonald's depois de derrubar porta

O vandalismo de uma minoria dos manifestantes, que protestaram nesta terça-feira (19) contra o aumento da passagem de ônibus, provocou uma onda de saques em pelo menos 14 lojas do centro de São Paulo. Após tentar invadir a prefeitura, botar fogo em um carro de transmissão de imagem da TV Record e quebrar cinco agencias bancárias, o grupo arrombou as lojas Pernambucas, Magazine Luiza, Marisa e Americanas, na Praça São Bento. Uma relojoaria e uma unidade da rede de fast food McDonald’s, na rua Barão de Itapetininga, também acabaram destruídas. No total, 56 pessoas foram presas.

Vídeo exclusivo: Manifestantes ateiam fogo em veículo de emissora de TV em São Paulo

O segurança José Batista, que trabalha na Pernambucanas, estava no local no momento em que os manifestantes arrombaram a porta. Ele conta que pediu para os invasores não levarem sua moto. “Eram mais de 200 pessoas. Só não entrou mais gente porque não conseguiram abrir a porta inteira. Tinha muita mulher. Em menos de uma hora, entraram duas vezes e subiram até o segundo e terceiro andar, onde ficam os eletrônicos”, explica.

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Os 18 funcionários do McDonald's levaram um susto ao verem o estabelecimento invadido quando se preparavam para deixar o local e seguirem para suas casas. "As portas já estavam fechadas e nós, no andar de cima, esperando que tudo acabasse", disse Andressa Campos, gerente da loja. "Trabalho aqui há quatro anos e nunca vi isso. Eles entraram, quebraram tudo e ainda levaram nossas bolsas. Ficamos apavorados", disse ela.


Assista ao vídeo da repórter Carol Martins:

Um funcionário, que não quis se identificar, de uma loja de telefonia, também na Barão de Itapetininga, disse que os invasores levaram todo o estoque de aparelhos celulares. “Roubaram ainda a TV da loja e os monitores dos computadores”, disse. Ele reclamou da ausência de Polícia Militar no momento dos saques, mas quando questionado sobre o tempo de demora da Polícia Militar em atender a chamada, hesitou sem explicar o motivo.

A ausência de polícia na região, no momento dos saques, provocou cenas inusitadas. Cerca de 10 pessoas foram presas ao passarem carregando produtos roubados em frente à sede da Secretaria Publica de São Paulo, que fica a cerca de 100 metros da Praça São Bento. Em um dos casos, dois homens foram detidos enquanto carregavam um televisor de plasma enrolado num cobertor. A primeira prisão, no entanto, foi de um jovem pego com uma sacola cheia de roupas, todas ainda com etiquetas.

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