Secretário de Segurança de SP muda discurso e parabeniza manifestantes

Por Agência Estado |

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Em nota, Fernando Grella Vieira diz que passeatas foram "demonstração de civismo"

Agência Estado

O secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, emitiu uma nota parabenizando os manifestantes e a polícia pelo protesto "majoritariamente pacífico" dessa segunda-feira, 17. Para ele, as passeatas, que reuniram cerca de 50 mil pessoas em diversas vias de São Paulo, foram "uma demonstração de civismo".

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O dirigente também pediu para que "seja mantido o mesmo acordo" e que "os líderes da manifestação mantenham contato contínuo com oficiais" da Polícia Militar. Segundo ele, isso servirá para garantir "a segurança" do protesto marcado para as 17h desta terça-feira, 18.

A nota foi enviada no mesmo dia em que um grupo de manifestantes protestava na frente do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, no Morumbi, na zona sul, contra o aumento das tarifas de ônibus. Na noite dessa segunda, eles gritaram palavras de ordem contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que ainda não se pronunciou publicamente sobre as passeatas nesta terça.

Ponte Estaiada lotada após encontro de dois blocos de manifestantes. Foto: Igor Frias VieiraPonte Estaiada lotada após encontro de dois blocos de manifestantes. Foto: Igor Frias VieiraAv. Faria Lima lotada na altura do Shopping Iguatemi, um dos mais caros da cidade. Foto: Igor Frias VieiraManifestantes forçam o portão do Palácio dos Bandeirantes, no fim da noite desta segunda-feira, em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestante na Faria Lima carrega vinagre e alface, em alusão às prisões na semana passada. Foto: Igor Frias VieiraCena da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital paulista em 17/06. Foto: Igor Frias VieiraCartaz faz alusão à repórter que foi atingida no olho por uma bala de borracha, na última quinta-feira. Foto: Igor Frias VieiraCena da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital paulista em 17/06. Foto: Igor Frias VieiraIdosa participa da manifestação. Foto: Igor Frias VieiraIdosa participa da manifestação. Foto: Igor Frias VieiraManifestante usa máscara do grupo Anonymous durante concentração no Largo da Batata. Foto: Igor Frias VieiraCena da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital paulista em 17/06. Foto: Igor Frias VieiraConcentração no Largo da Batata. Foto: Igor Frias VieiraGrupos de manifestantes se reunem na Ponte Estaiada e se dirigem ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Susan Souza/iGGrupos de manifestantes se reunem na Ponte Estaiada e se dirigem ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Susan Souza/iGGrupos de manifestantes se reunem na Ponte Estaiada e se dirigem ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Susan Souza/iGProtesto passa pela Faria Lima, na altura da Rua Tabapuã. Foto: Rafael MantegaManifestante empunha cartaz durante protesto do Movimento Passe Livre na segunda-feira (17). Foto: Susan Souza/iGManifestante empunha cartaz durante protesto do Movimento Passe Livre na segunda-feira (17). Foto: Susan Souza/iGMatheus Preis, um dos líderes do Movimento Passe Livre. Foto: Renan TruffiProtesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira. Foto: Gabriela BilóInício da passeata que saiu do Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo. Foto: Futura PressManifestante empunha cartaz no início do protesto no Largo da Batata. Foto: Natália EirasCartaz na entrada do metrô Faria Lima ironiza prisão de jornalista que  no protesto de quinta portava vinagre para se proteger do gás lacrimogêneo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestante pinta o rosto antes do início do protesto, na estação faria lima. Foto: Vitor Sorano/iGInvanise Marchesano, 82 anos, aposentada: "Eu não págo mais passagem, mas não consigo usar metrô no horário de pico nem para ir ao médico". Foto: Vitor Sorano/iGCaco Barcellos é hostilizado por manifestantes do 5º protesto do Movimento Passe Livre. Foto: Ricardo Galhardo/iG São PauloCartazes colados em mureta no Largo da Batata, durante preparação do protesto de 17/06. Foto: Futura PressAlunos da Universidade de São Paulo (USP) se reúnem para fazer faixas antes protesto contra o aumento do transporte público. Foto: Alex FalcãoManifestantes se reúnem no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, nesta segunda-feira. Foto: Euclides Oltramari Jr

Trata-se de uma visível mudança de discurso em relação ao empregado pela gestão Alckmin na semana passada, antes de a PM ser criticada por reprimir violentamente as manifestações e até mesmo por deter pessoas que portavam vinagre para se defender dos efeitos do gás lacrimogêneo. Jornalistas também ficaram feridos após a ação ríspida dos policiais.

Um novo protesto está programado para se iniciar às 17h desta terça na Praça da Sé, na região central de São Paulo. Será a sexta manifestação pública iniciada após o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trens, que passaram de R$ 3 para R$ 3,20 no último dia 2. A ação foi desencadeada pelo Movimento Passe Livre (MPL), que defende a redução e, posteriormente, a gratuidade da tarifa dos transportes públicos.

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