Grupos ligados a partidos de esquerda se negaram a baixar suas bandeiras, provocando empurra-empurra em manifestação pacífica


Edição e imagens: Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo

Depois de aparecer timidamente nas manifestações anteriores contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, os representantes estudantis de partidos de esquerda deram as caras sem nenhuma cerimônia no protesto de segunda-feira (17) que reuniu cerca de 60 mil pessoas.

PCO, PSTU e PSOL levaram sua própria caravana, com direito a bandeiras, camisas e faixas. Uma parte dos manifestantes - apoiada pela maioria - pediu que os militantes abaixassem a bandeira, o que causou estranhamento e empurra-empurra na concentração da passeata, no Largo da Batata, zona oeste.

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“Todo o movimento pacífico é inclusivo e, se for pela mesma razão, não há problema nenhum”, afirmou a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, ligada ao PSTU. “Aproveitadores!”, gritavam os manifestantes, enquanto, do outro lado, o grupo liderado pelo Movimento Passe Livre (MPL) - apartidário - conduzia a passeata pela Avenida Faria Lima.

Sem a tropa de choque, o percurso foi pacífico. Cobradores, motoristas de ônibus e taxistas fizeram “buzinasso” em apoio à causa. “Não se trata mais de vinte centavos”, afirmou o aposen tado Orlando Lousan, de 57 anos. “É como um desabafo de todo mundo.”

Ainda na Faria Lima o grupo se dividiu. Uma parte subiu a Avenida Paulista, outra protestou no Palácio dos Bandeirantes e a terceira ocupou a Ponte Estaiada, subiu a Av. Nove de Julho e se juntou ao grupo da Paulista, que comemoravam a manifestação de seis horas com uma provocação: “Que coincidência: não tem polícia, não tem violência!”


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