Pais saem às ruas ao lado dos filhos manifestantes

Por Natália Eiras - iG São Paulo | - Atualizada às

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No quinto dia de manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus, que aconteceu nesta segunda-feira (17), muitos fizeram passeata em família

Pais na manifestação. Foto: Natalia Eiras/iGRejane Barcellos não queria deixar as filhas, Larissa e Mariane, irem aos protestos, mas mudou de ideia após quinta-feira. Foto: Natalia Eiras/iGMarco Akerman foi à passeata após ser convidada pela filha, Paula. Foto: Natalia Eiras/iG

Em vez de ficarem em casa torcendo para que seus filhos não entrem em conflito com a polícia, pais resolveram sair às ruas ao lado dos manifestantes no quinto ato contra o aumento da tarifa de ônibus, que aconteceu nesta segunda-feira (17), em São Paulo.

Um grupo de pais criou no Facebook o evento “Mães na Manifestação”. A página convidava os progenitores a se reunirem aos filhos que estavam participando da onda de protestos que está acontecendo desde o começo do mês.

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Porém, no caso de Marco Akerman, 56, o convite veio direto da própria filha, Paula, de 14 anos, o que o deixou, segundo ele, “felicíssimo”. “Eu estava louco para vir, porque eu acho que já estava na hora de fazermos alguma coisa”, disse.

Apesar da pouca idade da garota, pai e filha estavam bem no meio da multidão composta, de acordo com o Movimento Passe Livre, por mais de 60 mil pessoas, ignorando o medo geral causado após o confronto entre os protestantes e a polícia que marcou a manifestação da última quinta-feira (13). “Eu estava receoso, mas não fico com medo”, explica Marco. “Acho certo vir e eu estou aqui para cuidar dela, qualquer coisa”.

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Fátima Panzini, 50, não estava no meio dos manifestantes, mas estava pulando bastante na calçada ao lado da filha, Giovana, 20, enquanto o protesto tomava a avenida Brigadeiro Faria Lima. “A gente veio reivindinciar os nosso direitos. Precisamos de segurança”, explica a empresária. “Cansamos de ser idiota. A gente quer mudar as coisas”.

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Em vez de torcer nariz por estar acompanhada pela mãe, Giovana afirma que ela é mais do que bem-vinda. “Foi bom tirá-la um pouco de casa”, diz, rindo.

Perto dali, a também empresária Rejane Barcellos, 50, só deixou as filhas Larissa, 24, e Mariane, 27, irem ao protesto se fossem em sua companhia. “Elas queriam vir na outra passeata, mas eu disse não, porque achava que não era nada sério”, explica Rejane. “Mas depois de quinta-feira eu senti que algo importante estava acontecendo e resolvi vir com elas”, conta.

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