Cada vez que os militantes partidários levantavam suas bandeiras durante protesto pelas ruas da capital paulista eram vaiados pelos demais com gritos e palavrões

Vários partidos políticos tentaram pegar carona no quinto protesto pelo passe livre. Todos, até os que acompanham o movimento desde o começo, foram rechaçados pelos manifestantes. Embora o Movimento Passe Livre se diga apartidário mas não antipartidário, a maioria dos manifestantes rejeitava a presença das agremiações.

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Manifestante pede que partidos políticos fiquem fora da manifestação
Ricardo Galhardo
Manifestante pede que partidos políticos fiquem fora da manifestação

“Somos cidadãos lutando pelos nossos direitos. Não precisamos que os partidos nos representem. Nós mesmos podemos nos representar”, disse o estudante João Paulo de Paula, 15 anos, que mora no Capão Redondo, Zona Leste.

A cada vez que os militantes partidários levantavam suas bandeiras eram vaiados pelos demais com gritos e palavrões. PT, PSTU, PSOL, PC do B e PCO estão entre as legendas “homenageadas” pelos manifestantes.

Quando políticos tradicionais tentavam falar eram impedidos com gritos de “não é comício”. Apesar disso muitos integrantes de partidos, assessores parlamentares e dirigentes circulavam anonimamente em meio a multidão.

Ao longo da marcha políticos de todas as colorações partidárias como o prefeito Fernando Haddad e a presidente Dilma Rousseff, do PT, e o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, foram alvos de protestos.

Alguns manifestantes, identificados com a ideologia anarquista, carregavam cartazes com frases como “abaixo o governo (qualquer governo)” ou “ninguém manda em mim. A minha realidade eu mesmo faço”.

Alguns integrantes de partidos que apoiam o Movimento Passe Livre desde o início, há oito anos, defenderam seu direito de participar da manifestação.

“É legítima a presença dos partidos mas existe uma parcela que realmente hostiliza. No início do movimento as juventudes partidárias deram apoio fundamental ao MPL”, disse a estudante Camila Ribeiro de Lima, 27 anos, militante da União da Juventude Socialista (UJS), braço do PC do B.

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