Exibindo cartazes, ao menos 20 jovens afirmam que não têm a intenção de sair do local; houve uma tentativa de ocupação na madrugada, contida por bombas de gás lacrimogêneo

Agência Estado

Catorze horas após o inicio da manifestação contra o aumento das passagens dessa segunda-feira (17), ao menos 20 manifestantes continuam em frente ao portão 2 do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, na manhã desta terça (21). Eles exibem placas, cartazes e fizeram uma fogueira. Parte da Avenida dos Bandeirantes, sentido centro, está interditada. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fazem o controle do trânsito.

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Alguns carros passam buzinando em apoio aos manifestantes. Eles afirmam que não têm pretensão de ir embora. Durante a madrugada, o grupo manteve contato com apoiadores por meio das redes sociais pedindo reforço de gente, água e comida. Por volta das 3h da manhã, um senhor de, aproximadamente, 50 anos trouxe esfirras para o grupo.

Segundo os ativistas, ele é pai de uma jovem que foi presa no ano passado participando de manifestações e agora responde por formação de quadrilha. "Não estou cansado. Vou participar da manifestação de hoje na Praça da Sé", afirma o ativista Jonathan Almeida. "Não é só pelo aumento da tarifa, mas também por melhorias no transporte, saúde e educação", completa Anderson Rocha, outro manifestante.

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A entrada do Palácio dos Bandeirantes foi pichada e está com cartazes colados. Um deles traz a frase "Não foi o povo que quebrou a viatura", em referência a um carro da polícia parado atrás do portão, com o vidro quebrado.

Manifestações

Uma nova onda de protestos, maior do que as anteriores e com um leque de reivindicações mais amplo, voltou a tomar conta das ruas de importantes cidades , em diferentes regiões, na segunda.

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A maior, em São Paulo, reuniu cerca de 60 mil. Foi a quinta na capital paulista e a primeira sem confrontos com a polícia . No final da noite desta segunda, um grupo minoritário tentou invadir o Palácio, mas foi repelido com bombas de gás. Em todo o País, a estimativa é que 230 mil pessoas foram às ruas protestar . As marchas foram caracterizadas sobretudo por expressões de rejeição da política institucional.



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