Apetrechos de 'guerra' perdem função em quinto ato por redução de tarifa em SP

Por iG São Paulo , por Iran Giusti |

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Manifestantes, que se prepararam para confronto, trocaram itens de cartilha por gritos, cartazes e máscaras de HQ

No começo desta segunda-feira (17), grupos de manifestantes compartilhavam tática de guerrilha para possíveis confrontos com a polícia via redes sociais no quinto ato de manifestação contra o aumento da tarifa. Apesar dos discursos pacíficos, o clima era de guerra declarada.

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Ponte Estaiada lotada após encontro de dois blocos de manifestantes. Foto: Igor Frias VieiraPonte Estaiada lotada após encontro de dois blocos de manifestantes. Foto: Igor Frias VieiraAv. Faria Lima lotada na altura do Shopping Iguatemi, um dos mais caros da cidade. Foto: Igor Frias VieiraManifestantes forçam o portão do Palácio dos Bandeirantes, no fim da noite desta segunda-feira, em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestante na Faria Lima carrega vinagre e alface, em alusão às prisões na semana passada. Foto: Igor Frias VieiraCena da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital paulista em 17/06. Foto: Igor Frias VieiraCartaz faz alusão à repórter que foi atingida no olho por uma bala de borracha, na última quinta-feira. Foto: Igor Frias VieiraCena da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital paulista em 17/06. Foto: Igor Frias VieiraIdosa participa da manifestação. Foto: Igor Frias VieiraIdosa participa da manifestação. Foto: Igor Frias VieiraManifestante usa máscara do grupo Anonymous durante concentração no Largo da Batata. Foto: Igor Frias VieiraCena da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus na capital paulista em 17/06. Foto: Igor Frias VieiraConcentração no Largo da Batata. Foto: Igor Frias VieiraGrupos de manifestantes se reunem na Ponte Estaiada e se dirigem ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Susan Souza/iGGrupos de manifestantes se reunem na Ponte Estaiada e se dirigem ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Susan Souza/iGGrupos de manifestantes se reunem na Ponte Estaiada e se dirigem ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Susan Souza/iGProtesto passa pela Faria Lima, na altura da Rua Tabapuã. Foto: Rafael MantegaManifestante empunha cartaz durante protesto do Movimento Passe Livre na segunda-feira (17). Foto: Susan Souza/iGManifestante empunha cartaz durante protesto do Movimento Passe Livre na segunda-feira (17). Foto: Susan Souza/iGMatheus Preis, um dos líderes do Movimento Passe Livre. Foto: Renan TruffiProtesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira. Foto: Gabriela BilóInício da passeata que saiu do Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo. Foto: Futura PressManifestante empunha cartaz no início do protesto no Largo da Batata. Foto: Natália EirasCartaz na entrada do metrô Faria Lima ironiza prisão de jornalista que  no protesto de quinta portava vinagre para se proteger do gás lacrimogêneo. Foto: Vitor Sorano/iGManifestante pinta o rosto antes do início do protesto, na estação faria lima. Foto: Vitor Sorano/iGInvanise Marchesano, 82 anos, aposentada: "Eu não págo mais passagem, mas não consigo usar metrô no horário de pico nem para ir ao médico". Foto: Vitor Sorano/iGCaco Barcellos é hostilizado por manifestantes do 5º protesto do Movimento Passe Livre. Foto: Ricardo Galhardo/iG São PauloCartazes colados em mureta no Largo da Batata, durante preparação do protesto de 17/06. Foto: Futura PressAlunos da Universidade de São Paulo (USP) se reúnem para fazer faixas antes protesto contra o aumento do transporte público. Foto: Alex FalcãoManifestantes se reúnem no Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, nesta segunda-feira. Foto: Euclides Oltramari Jr

Os manifestantes não fizeram por menos. Trajando roupas que cobriam todo o corpo, óculos isolantes, máscaras encharcadas em vinagre que serviam para se proteger para um possível ataque com gás lacrimogêneo e usando calçados reforçados para correr de balas de borracha, esses grupos foram às ruas da capital paulistana.

Iran Giusti
Ariane Albuquerque distribuiu máscaras hospitalares ao público

A auxiliar de enfermagem Ariane Albuquerque, de 23 anos, aproveitou a concentração no Largo da Batata, em Pinheiros, para distribuir máscaras hospitalares. Questionada sobre o porque da iniciativa, ela explicou: “Essas mascaras são nossas únicas armas contra a repreensão da polícia”. Ariane estava acompanhada de seu irmão e um amigo no ato do qual é participante recorrente.

Já Estela Cavassana,18, admite que estava um pouco traumatizada por conta da último ato que ocorreu na quinta-feira (13). “Foi uma guerra. Muita bomba, eu não esperava nunca o que aconteceu. Ninguém estava preparado para aquilo. É horrível ter de correr de olhos fechados”, desabafou Estela, que arrumou uma solução para a nova manifestação: óculos de natação, cabelos presos, lenço e um litro de vinagre para banhar a máscara improvisada guardada na mochila de coração.

Iran Giusti
Estela foi com óculos de natação, cabelos presos, lenço e um litro de vinagre

Porém, com o passar da manifestação, óculos desapareceram, máscaras voltaram a ser apenas um acessório em forma de bandana e o clima pacifico tomou conta dos protestos. Assim, o que mais se viam eram máscaras como a de Gabriel Oliveira, 16, uma reprodução da de Guy Fawkes, personagem do HQ “V de Vingança”. Acompanhado da amiga Bruna Caroline, 17, os dois afirmaram que a manifestação desta segunda-feira (17) foi a melhor de todas: “Pela primeira vez me sinto orgulhosa por ser brasileira”.

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