Comandante-geral da PM falou de protesto contra mensaleiros em caráter pessoal

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, Benedito Roberto Meira defendeu como cidadão direito de manifestação

A declaração do comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, Benedito Roberto Meira, sobre a vontade de que outras manifestações ocorram além das que são realizadas contra o aumento da passagem de ônibus no País, foi "como cidadão, não como Polícia Militar". Ele defendeu manifestações como, por exemplo, pela prisão de mensaleiros.

Na manhã desta segunda-feira, ele se reuniu com representantes do Movimento Passe Livre (MPL) para discutir o quinto protesto, realizado no fim da tarde. Além da cúpula da segurança no Estado e das lideranças do MPL, participaram do encontro integrantes de outros movimentos sociais como a Central de Movimentos Populares (CMP), Resistência Urbana, Pastoral dos Povos da Rua, Educafro, Ministério Público e Defensoria Pública.

"Por meio do diálogo, queremos garantir uma manifestação para os senhores. Sabemos e somos conscientes que a constituição assegura e garante aos cidadãos a livre manifestação.
Eu não vou discutir aqui o mérito da manifestação. Eu gostaria que vocês fizessem outras manifestações como, por exemplo, contra a impunidade, pela prisão dos mensaleiros. Eu gostaria como cidadão, não como Polícia Militar", disse Meira.

Duas pessoas que participaram da reunião relataram ao iG o teor da conversa. Também durante o encontro, Fernando Grella pediu que o trajeto fosse informado às autoridades, o que foi negado pelos representantes do MPL. Grella também sugeriu que fosse proibido o uso de máscaras. Ambos os pedidos foram categoricamente recusados pelos manifestantes do MPL. 

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