Entre os detidos, dez cometeram crime inafiançável e também responderão por formação de quadrilha. Capital paulista registrou três manifestações em menos de uma semana

Das 17 pessoas detidas na noite de terça-feira (11) durante confronto entre manifestantes e policiais militares , 11 continuam presas, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública. Em menos de uma semana, foram três dias de protestos contra o aumento no valor das tarifas do ônibus e metrô, que passou de R$ 3 para R$ 3,20. De acordo com a PM, aproximadamente 5 mil pessoas participaram das manifestações, na região central.

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Os 11 manifestantes permanecem na 78ª DP, no bairro dos Jardins. Deles, dez cometeram crime inafiançável e, além de dano ao patrimônio, vão responder por formação de quadrilha. A outra pessoa que continua presa terá que pagar fiança de R$ 20 mil para ser liberta. De acordo com a secretaria, o valor foi estipulado em função dos danos ao patrimônio cometidos por ele.

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As pessoas que já foram liberadas cometeram crimes como desacato, danos, pichação e um foi detido por atrapalhar o transporte público. Durante o protesto avenidas foram bloqueadas, vidraças de agências bancárias, quebradas, um ônibus elétrico, queimado e o diretório do PT, apedrejado. Os policiais revidaram com balas de borracha e gás lacrimogênio.

Veja o vídeo do protesto:

O Movimento Passe Livre havia organizado duas manifestações na semana passada, nas quais também ocorreram confrontos com a polícia. Um novo ato está marcado para amanhã (13). Hoje (12), às 14h, o Ministério Público de São Paulo vai fazer uma audiência pública com organizações civis contrárias ao aumento da tarifa de transporte coletivo no município. Participam do encontro, representantes das secretarias Estadual e Municipal de Transportes.

*com Agência Brasil

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