Termina reintegração de posse em terreno da zona sul de São Paulo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Em dois momentos, o clima de tensão se intensificou e os policias chegaram a usar gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar os manifestantes

Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) encerrou a reintegração de posse de um terreno de 60 mil metros quadrados do Parque Bistrol, zona sul da capital, por volta das 12h30 desta segunda-feira (11). Durante toda a manhã, a PM acompanhou a reintegração do terreno. Em dois momentos, o clima de tensão se intensificou e os policias chegaram a usar gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar os manifestantes, que atiravam pedras.

A reintegração: Moradores entram em conflito com PM durante reintegração de posse em SP

Camilo Lelis/Futura Press
Polícia Militar cumpre reintegração de posse na manhã desta terça-feira, na avenida do Cursino, próximo ao Parque Bristol, zona sul de São Paulo

Segundo o advogado das famílias, André Araújo, cerca de 1 mil famílias viviam no terreno (de acordo com a PM são 120 moradores). Os móveis e pertences que já foram retirados estão sendo encaminhados para depósitos oferecidos pelo proprietário.

Os moradores reclamam de não ter recebido auxílio da prefeitura. Alguns dizem que não têm para onde ir, outros que vão ficar em casas de parentes e amigos. José Carlos da Costa, desempregado, morava com a esposa em um dos barracos e diz que não tem ideia de onde vai morar agora. As famílias planejam um protesto às 13h30, em frente a prefeitura.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que os moradores poderão se inscrever nos programas habitacionais da Secretaria Municipal de Habitação ou terão a opção de serem encaminhadas para abrigos. “As famílias também foram orientadas sobre o cadastramento nos Programas Habitacionais”, diz a nota.

A determinação da reintegração de posse do terreno foi expedida pela 3a Varal Civil do Fórum Regional de Jabaquara. Apenas uma parte do local, de 6,5 mil metros quadrados, foi declarada de interesse social e servirá para a construção de moradias populares. Segundo a Prefeitura, a ocupação do terreno teve início em 11 de maio.

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