Protesto contra aumento da passagem tem confronto com a polícia e depredação

Por Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às

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Pelo menos 20 foram detidos na terceira manifestação organizada pelo Movimento Passe para reduzir a tarifa de ônibus em São Paulo; grupo promete novo protesto nesta quinta-feira

Manifestantes tomam as ruas de SP em protesto contra aumento da tarifa de ônibus. Foto: Euclides Oltramari Jr./Futura PressManifestantes colocam fogo em lixo durante concentração na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressÔnibus incendiado e depredado próximo da Praça da Sé durante protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô, na cidade de São Paulo (SP).. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressGrupo bloqueia passagem de carros na Paulista na altura da Bela Cintra, no fim do protesto. Foto: Renan TruffiManifestante e PMs em protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô em SP. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressDepredação de agência bancária durante protesto contra o aumento das passagens de ônibus, trens e metrô em SP. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes picham e depedram ônibus no  Terminal Parque Dom Pedro . Foto: Futura PressManifestantes chegam à Paulista e invadem as duas faixas da avenida. Foto: Renan TruffiAgência bancária depredada na Avenida Paulista. Foto: Renan TruffiManifestantes chegam à Paulista. Foto: Renan TruffiO ato contra o aumento da passagem de ônibus se dirige à Avenida Paulista. Foto: Renan TruffiManifestantes bloqueiam o trânsito sentido Paulista da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiAgências bancárias depredadas por manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiManifestantes contra o aumento da passagem de ônibus picham poste na Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiAgências bancárias depredadas por manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Foto: Renan TruffiManifestante ateia fogo a lixo na Praça da Sé, durante confronto com a Tropa de Choque. Foto: Renan TruffiCerca de 400 policiais acompanharam o protesto desde a Avenida Paulista. Foto: Futura PressManifestação reuniu mais de duas mil pessoas. Foto: Futura PressProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes mudam rumo do protesto e iniciam descida na rua da Consolação. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloConcentração do protesto na Praça do Ciclista, no início da Avenida Paulista. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloPoliciais militares prendem manifestante que tentou bloquear faixa de ônibus na Consolação. Foto: Renan TruffiProtesto contra aumento das passagens de transporte público em São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressManifestantes protestam contra o aumento no valor da tarifa nesta terça-feira(11). Foto: Gabriela Bilo/Futura Press


O Movimento Passe Livre deu início, por volta das 17h desta terça-feira (11), a mais uma passeata contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, que desde o dia 2 de junho passou de R$ 3 para R$ 3,20. O protesto terminou após uma série de confrontos dos manifestantes com a polícia em diferentes pontos da cidade. Segundo a polícia, houve ao menos 20 prisões e três policiais foram feridos. Cinco agências bancárias foram depredadas e vários ônibus foram pichados e quebrados. O protesto durou mais de seis horas e prejudicou o trânsito na capital paulista.

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A manifestação teve diversos momentos tensos e, já no fim, pouco antes das 23h registrou um confronto da PM com um grupo de cerca de 200 pessoas que continuava ocupando a avenida Paulista na altura da rua Bela Cintra, bloqueando o tráfego. Antes disso, o motorista de um Uno preto avançou contra os manifestantes que estavam sentados na faixa de pedestres, atropelando quatro pessoas. Os integrantes do movimento correram atrás do motorista, que fugiu, mas ninguém se feriu gravemente.

Por volta das 21h30, houve outro momento complicado. O tenente-coronel da Polícia Militar Marcelo Pignatari, responsável pela operação, estava negociando com dois líderes do Movimento Passe Livre o fim do protesto. A ideia inicial é que a dispersão começasse na frente do Masp, mas os líderes do movimento começaram a discutir entre si, o que provocou uma ordem de prisão do coronel da PM a um dos estudantes. Os manifestantes começaram a protestar contra a detenção e a polícia respondeu com balas de borracha. 

Veja vídeo do protesto:

Videoreportagem: Wanderley Preite Sobrinho

Bombas de gás e balas de borracha

O grupo começou o protesto desta terça-feira pela Praça do Ciclista, na avenida Paulista, mas em vez de ocupar a via como anunciado, os manifestantes desceram a rua da Consolação e seguiram pelo Corredor Leste-Oeste, avenida Liberdade, praça João Mendes, praça da Sé e avenida Rangel Pestana, até chegarem ao Terminal Rodoviário Dom Pedro, sempre acompanhados pela Polícia Militar. 

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A manifestação estava acontecendo pacificamente até a chegada ao terminal, quando começou a bloquear suas duas saídas, impedindo a circulação dos ônibus. A Tropa de Choque passou a atirar bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Após minutos de quebra-quebra e confusão, o protesto perdeu força, mas a maior parte do grupo voltou à praça da Sé, onde um novo confronto contra a Tropa de Choque aconteceu e a estação de metrô foi fechada.

Os manifestantes também quebraram a janela de um ônibus estacionado nas imediações da praça da Sé e pichou sua carroceria. Da praça, o grupo seguiu pela avenida Brigadeiro Luiz Antônio em direção à Paulista, onde ocupou as duas faixas bloqueando o trânsito. 

No início do protesto, um dos manifestantes foi detido por tentar interromper a circulação de ônibus na faixa da Consolação e foi levado ao 78º DP. Outro manifestante também foi detido na entrada do Corredor Leste-Oeste, o que gerou um princípio de tumulto que foi contido em seguida.

Cerca de 400 policiais fizeram a escolta da marcha. A PM ainda não divulgou o número de manifestantes, mas há pelo menos 2 mil pessoas no protesto. Segundo o Movimento Passe Livre, uma nova passeata foi marcada para a quinta-feira (13), às 17h, no Vale do Anhangabaú.

Renan Tuffi/iG São Paulo
Manifestantes mudam rumo do protesto e iniciam descida na rua da Consolação

Contra o aumento

Cerca de 2 mil pessoas participaram de cada um dos dois protestos anteriores do MPL contra o preço da passagem de ônibus em São Paulo. No primeiro, na quinta-feira (6), estudantes, trabalhadores e representantes de partidos políticos, caminharam do Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, às avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, antes de chegar à avenida Paulista.

Na ocasião, a Tropa de Choque dispersou os manifestantes, em sua maioria jovens na faixa dos 20 anos, com bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral, dispersando os participantes do protesto em direção à avenida da Consolação. Os manifestantes jogaram cestas de lixo e fizeram barricadas no meio da Paulista.

Para fugir da repressão policial, parte dos manifestantes se escondeu no Shopping Pátio Paulista, no início da avenida. Ao entrar no local, os manifestantes quebraram o para-brisa de um carro que estava exposto no shopping e o letreiro de uma loja. A PM cercou o centro comercial e chegou a atirar gás na porta do estabelecimento.

Segundo ato

Na segunda manifestação, na sexta (7), o grupo caminhou do Largo da Batata até a avenida Faria Lima, passou pela Eusébio Matoso, em frente ao shopping Eldorado, e entrou na Marginal Pinheiros, em direção à Cidade Universitária, pela faixa local, o que impossibilitou o trânsito dos carros.

Por causa disso, policiais fizeram disparos de bala de borracha com o objetivo de dispersar a multidão. Isso fez com que o grupo entrasse pela avenida Professor Frederico Herman Júnior e ocupasse ambos os lados da via. Os manifestantes foram cercados e a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo. Parte do grupo correu enquanto outros manifestantes entraram em novo confronto com os PMs. Depois disso, o grupo seguiu para o Largo da Batata, onde pretendia encerrar a passeata.

Em clima de festa por terem resistido aos tiros de borracha e às bombas de efeito moral – que dispersaram a metade dos jovens –, alguns convenceram outros a aproveitarem o entusiasmo e marcharam mais uma vez até a avenida Paulista.

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