Policiais e servidores públicos abrem dia de protestos na avenida Paulista

Por Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às

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Em protesto com cerca de 300 representantes das categorias, policias civis ameaçaram fazer greve em agosto. Hoje ainda tem protesto contra o aumento das passagens na região

Com organização da Central Única de Trabalhadores (CUT), associações de policiais civis e militares, junto de servidores públicos da educação e da saúde, fizeram um protesto na tarde desta terça-feira (11), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, contra as políticas salariais do governo do Estado.

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Manifestantes no vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Renan Tuffi/iG São PauloManifestantes durante protesto nesta terça-feira, na avenida Paulista. Foto: Renan TruffiProtesto de policias na avenida paulista, nesta terça-feira (11). Foto: Renan Truffi

Cerca de 300 representantes das categorias participaram do protesto que ficou localizado apenas embaixo do museu. Isso porque inicialmente os manifestantes planejavam caminhar até a Assembleia Legislativa do Estado. Os PMs, no entanto, foram representados apenas por oficiais aposentados, já que não podem aderir à manifestação.

"O policial militar, se participar de movimento grevista, comete um crime, vai para a cadeia e perde a função. Mas tenho certeza que 100% dos corações dos PMs estão aqui com os policiais civis, que podem protestar. Isso porque a falta de estrutura e os baixos salários causam desânimo no policial", explicou o deputado estadual Major Olímpio, que é policial aposentado e se diz representante da categoria.

Os policiais militares reivindicam 15% de reposição salarial este ano e outros 11% no ano que vem. No dia 23 representantes da corporação entregaram um ofício ao secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, com uma lista de reivindicações. O secretário ainda não respondeu o pedido.

Além disso, os policiais rejeitam a proposta do governo estadual de criar um bônus salarial vinculado à redução da violência. Em nota, a Associação dos Oficiais da PM qualificou o bônus como um “monstro” que vai causar “desequilíbrio, desmotivação e descontentamento”, na corporação. Se não forem atendidos, os policial civis prometem um greve para agosto deste ano.

Já os servidores públicos da saúde no Estado, que são formados por assistentes sociais, auxiliares de enfermagem e também médicos, dizem estar em estado d greve desde o dia 2 de junho.

De acordo com o presidente do SindiSaúde, Gervásio Foganholi, pelo menos 50% da categoria, que tem 61 mil integrantes, estão sem trabalhar em 32 hospitais de São Paulo. "E a proposta do governo é cortar o ponto dos grevistas", criticou antes de prometer uma grande paralisação para agosto.

Mais tarde, por volta das 17h, o Movimento Passe Livre (MPL) faz no mesmo local a terceira passeata contra o aumento da passagem de ônibus.

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