Protesto segue percurso entre a Avenida Paulista e a Praça da República; manifestação terá blocos temáticos e shows neste sábado

Manifestantes se reúnem neste sábado (8), em São Paulo, para mais uma edição da Marcha da Maconha. Para o evento, são esperadas ao menos 5 mil pessoas. Embora o objetivo dos organizadores da passeata seja pacífico,o grupo já veio preparado para o possível uso de gás lacrimogêneo e pimenta pela Polícia Militar.

"Trouxemos vinagre e panos para encobrir o rosto em caso de os policiais usarem essas armas", disse uma das organizadoras da marcha, Gabriela Moncau, de 24 anos. "Não temos como confiar no bom senso de uma instituição que não costuma usar dele."

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As pessoas que convocaram a ação pediram para ninguém consumir drogas no evento, embora reconheçam que esse controle é impossível. Alguns manifestantes trouxeram ervas como orégano para fumar e protestar.

A PM se defende e argumenta que só fará uso da força se houver a prática de algum crime. "Esperamos que o movimento seja pacífico. É um direito de manifestação", disse o major Elcio Rozano Goes, do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 1, responsável pela patrulha do evento. Duas motos da polícia equipadas com câmeras percorrerão todo o trajeto da marcha para gravar o deslocamento dos manifestantes. No total, 150 policiais acompanharão o percurso.

Em 2011, houve confronto da PM com os participantes do movimento. Na época, a corporação alegava que o grupo não poderia marchar usando palavras e imagens que fizessem apologia a drogas, argumentando que isso era criminoso. No ano passado, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STF) interpretou esse usou como legal.

Com o lema “Proibição mata: legalize a vida”, a manifestação será dividida em blocos. “O movimento contará com o bloco feminista, o bloco contra a internação compulsória, o bloco do uso religioso da maconha, o bloco do uso medicinal. Além dos territoriais: o bloco da zona sul e o da zona leste. Faremos também o bloco do atraso, em que debaterá questões que consideramos ultrapassadas em relação as drogas”, disse Gabriela Moncau.

A partir das 18 horas está previsto a apresentação do DJ Wojtila, Zulu Soljah e James Ventura e Avante Coletivo. Além disso, o movimento contará com aulas públicas do historiador Henrique Carneiro, da jornalista Terezinha e do ativista social, Ras Geraldinho.

(Com informações da Agência Estado)

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