PM evita protesto na Marginal, mas grupo estende manifestação até a Paulista

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Com 2 mil pessoas, Movimento Passe Livre (MPL) fez nesta sexta-feira (7) segundo dia de passeata contra o aumento da passagem de ônibus, que passou a custar R$ 3,20 em SP

Escoltadas por viaturas da Polícia Militar e da Companhia de Tráfego Urbano (CET), um grupo de cem manifestantes estendeu até a avenida Paulista por volta das 22h desta sexta-feira (7) o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus na capital de São Paulo, que no último dia 2 de junho subiu de R$ 3 para R$ 3,20.

Mais cedo: Grupo faz novo protesto e para o trânsito Marginal Pinheiros

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A manifestação acabou no Largo da Batata – onde havia começado – pouco depois das 18h00. Mas os mais de mil manifestantes que chegaram até o final do trajeto ainda permaneceram reunidos em frente a estação Faria Lima por mais de meia hora.

Grupo de manifestantes voltou a protestar no início da noite desta sexta-feira contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCerca de 500 policias militares e um helicóptero acompanham a passeata pela avenida Faria Lima, na direção da zona sul da capital paulista. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressOs PMs fazem uma espécie de cordão de isolamento para evitar que os manifestantes impeçam o trânsita na via. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGApós saírem da avenida Faria Lima, o grupo desceu pela Eusébio Matoso e passou em frente ao Shopping Eldorado. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDepois de saírem da avenida Eusébio Matoso, os manifestantes entraram na Marginal Pinheiros, em direção à Cidade Universitária, onde ocuparam a faixa local. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes chegaram a bloquear trânsito na pisto local da Marginal Pinheiros e PMs responderam com tiros de borracha. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressA Polícia Militar usou bombas de efeito moral para dispersar o protesto. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressApós noite de intenso protesto, avenida Paulista amanhece com sinais do confronto entre manifestantes e polícia. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressEstação de metrô teve vidros quebrados durante protesto. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressVidros da estação Brigadeiro, na avenida Paulista, foram quebrados durante o protesto. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressManifestantes escreveram no asfalto da avenida Paulista. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressLixeira da avenida Paulista foi depredada durante protesto. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressManifestação foi organizada pelo Movimento Passe Livre . Foto: Futura PressPolícia Militar enfrenta manifestantes contra o aumento das tarifas de transporte público no centro da cidade. Foto: Futura Press

Em clima de festa por terem resistido aos tiros de borracha e às bombas de efeito moral – que dispersaram a metade dos jovens –, alguns tentavam convencer outros a aproveitarem o entusiasmo e marcharem até a avenida Paulista, palco tradicional das passeatas de São Paulo.

“Eu escondo meu rosto com este pano porque o que está em jogo não é a minha identidade, mas o interesse coletivo”, afirmou uma manifestante que também preferiu preservar o nome. “Também sou funcionária pública. Não ia pegar bem.”

Ela criticou a polícia pela “violência” sofrida quando eles deixaram a avenida Eusebio Matoso para tomar as três faixas da pista local da marginal do rio Pinheiros. Assim que o grupo tomou a pista e o trânsito foi bloqueado, a Tropa de Choque tomou a frente dos carros empunhando escudos e rifles com munição de borracha.

Repercussão:
Sindicalista culpa PM por danos durante protesto contra aumento da passagem
Para Alckmin, atos de protesto contra aumento da passagem foram absurdos

Em questão de segundos os primeiros disparos foram efetuados. Ninguém ficou ferido, com exceção de Gabriela Soares, 20 anos, que caiu e feriu a perna. “Não precisava disso”, afirmou ela ao lado do namorado, que a socorreu.

A ordem partiu do comando da PM, que recebeu ordens do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para tirá-los da marginal sem que houvesse feridos. A maior parte dos jovens, no entanto, se reagrupou e seguiu em marcha pelo bairro de Pinheiros até alcançar novamente o Largo da Batata.

Quando os manifestantes decidiram se dispersar, eles terminaram barrados pelas portas fechadas da estação de metrô. Foi quando a ideia de seguir a pé até a avenida Paulista voltou a ser cogitada.

As cerca de 100 pessoas subiram a Rua Teodoro Sampaio, sentaram no chão entre alguns faróis e até que finalmente alcançaram a Paulista, onde foram recebidos por viaturas da polícia. Depois de uma rápida negociação, a passagem do grupo foi liberada no sentido Paraíso e só acabou quando o grupo chegou ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

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