Marcha da Maconha terá protesto com blocos temáticos e shows neste sábado

Por iG São Paulo - Beatriz Atihe |

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Manifestantes vão seguir da avenida Paulista à Praça da República. Quem for neste ano poderá assistir apresentações do DJ Wojtila, Zulu Soljah e James Ventura e Avante Coletivo

Neste sábado (8), acontece a partir das 14h, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), mais uma edição da Marcha da Maconha, protesto social, cultural e político contra a proibição do plantio e consumo da cannabis no Brasil. Assim como em anos anteriores, os manifestantes vão seguir da avenida Paulista à Praça da República, no centro de São Paulo. A novidade, no entanto, será a formação de blocos temáticos.

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Marcha da Maconha surgiu em 1994 e já foi realizada em mais de 485 cidades

“A ideia surgiu para que o movimento possa atuar numa via de mão dupla, enquanto nós trazemos esses grupos para debater sobre a questão das drogas no Brasil, também iremos entender um pouco mais dessas lutas”, explica Gabriela Moncau, uma das organizadoras do coletivo.

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Com o lema “Proibição mata: legalize a vida”, ela conta que a organização estimulou as pessoas a formarem blocos e, até o momento, estão confirmados sete deles. “O movimento contará com o bloco feminista, o bloco contra a internação compulsória, o bloco do uso religioso da maconha, o bloco do uso medicinal. Além dos territoriais: o bloco da zona sul e o da zona leste. Faremos também o bloco do atraso, em que debaterá questões que consideramos ultrapassadas em relação as drogas”.

A Marcha da Maconha surgiu em 1994 e já foi realizada em mais de 485 cidades. No Brasil, o primeiro movimento aconteceu em 2008 e no ano passado mais de 5 mil pessoas compareceram à passeata.

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Quem for neste ano poderá assistir também, a partir das 18h, alguns shows, como o do DJ Wojtila, Zulu Soljah e James Ventura e Avante Coletivo. Além disso, o movimento contará com aulas públicas do historiador Henrique Carneiro, da jornalista Terezinha e do ativista social, Ras Geraldinho.

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