Sindicalista culpa PM por danos durante protesto contra aumento da passagem

Por Agência Estado |

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Prazeres Júnior foi detido pela polícia para averiguação durante a manifestação mesmo após se identificar como presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo

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O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse que, se o governo do Estado quiser cobrar alguém pelos danos causados ao metrô durante o protesto pela redução da tarifa que aconteceu nesta quinta-feira (6) que mande a conta para a Polícia Militar (PM). "O protesto naquele horário (por volta das 20h30) e naquele local (Avenida Paulista) seguia tranquilo até a chegada da polícia, que jogou bombas nos manifestantes", disse.

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Grupo de manifestantes voltou a protestar no início da noite desta sexta-feira contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCerca de 500 policias militares e um helicóptero acompanham a passeata pela avenida Faria Lima, na direção da zona sul da capital paulista. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressOs PMs fazem uma espécie de cordão de isolamento para evitar que os manifestantes impeçam o trânsita na via. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGApós saírem da avenida Faria Lima, o grupo desceu pela Eusébio Matoso e passou em frente ao Shopping Eldorado. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDepois de saírem da avenida Eusébio Matoso, os manifestantes entraram na Marginal Pinheiros, em direção à Cidade Universitária, onde ocuparam a faixa local. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGManifestantes chegaram a bloquear trânsito na pisto local da Marginal Pinheiros e PMs responderam com tiros de borracha. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressA Polícia Militar usou bombas de efeito moral para dispersar o protesto. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressApós noite de intenso protesto, avenida Paulista amanhece com sinais do confronto entre manifestantes e polícia. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressEstação de metrô teve vidros quebrados durante protesto. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressVidros da estação Brigadeiro, na avenida Paulista, foram quebrados durante o protesto. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressManifestantes escreveram no asfalto da avenida Paulista. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressLixeira da avenida Paulista foi depredada durante protesto. Foto: J. Duran Machfee/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressProtesto contra aumento de tarifa em São Paulo tem confronto com a PM. Foto: Tércio Teixeira/Futura PressManifestação foi organizada pelo Movimento Passe Livre . Foto: Futura PressPolícia Militar enfrenta manifestantes contra o aumento das tarifas de transporte público no centro da cidade. Foto: Futura Press

Prazeres Júnior foi detido para averiguação durante o protesto, após se identificar como presidente do Sindicato dos Metroviários. Ele ficou até as 3 horas desta sexta-feira (7) na carceragem do 78.° Distrito Policial (Jardins), quando foi liberado sem nenhuma acusação. Prazeres Júnior fez duras críticas à atuação da PM na repressão do protesto, que classificou ter sido feita "com fígado" pelos policiais. 

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"O protesto, como algo coletivo, foi pacífico. Ocorreram alguns excessos. A ação da PM, também de forma coletiva, foi truculenta. O papel da PM não é criar tumultos. É evitar que os tumultos ocorram, assim como os seguranças do metrô são treinados para fazer." O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo se solidarizou com os agentes de segurança do metrô que ficaram feridos ao tentar evitar que o patrimônio público fosse depredado. 

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Prazeres Júnior afirmou também que o sindicato colabora com o Movimento Passe Livre, mas não exerce uma liderança. Nesta quinta-feira, de acordo com o presidente do Sindicato dos Metroviários, oito representantes da entidade estavam na manifestação. Eles procuraram abrigo dentro do Shopping Pátio Paulista quando a PM avançou na Praça Oswaldo Cruz, mas ele ficou de fora.

A detenção aconteceu após Prazeres Júnior procurar o comando dos policiais para verificar se havia condições de segurança para os colegas saírem. Apesar de se mostrar indignado com a detenção, o presidente do sindicato disse que os policiais foram simpáticos com ele e não truculentos. Prazeres Júnior não analisou, por enquanto, se processará o governo de São Paulo.

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