Cerca de 500 policiais e um helicóptero acompanharam a movimentação dos manifestantes. PMs usaram bala de borracha, bombas de efeito moral e houve confronto no meio da via

Um grupo de manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) voltou a protestar no início da noite desta sexta-feira (7) contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, que desde o dia 2 de junho passou a custar R$ 3,20. Desta vez, a passeata começou pelo Largo da Batata, por volta das 18h30, avançou pela avenida Faria Lima, passou pela Eusébio Matoso, em frente ao shopping Eldorado, e entrou na Marginal Pinheiros, em direção à Cidade Universitária, pela faixa local, o que impossibilitou o trânsito dos carros.

Por causa disso, policiais fizeram disparos de bala de borracha com o objetivo de dispersar a multidão. Isso fez com que o grupo entrasse pela avenida Professor Frederico Herman Júnior e ocupasse ambos os lados da via. Os manifestantes foram cercados e a polícia usou bombas de efeito moral. Parte do grupo correu enquanto outros manifestantes entraram em confronto com os PMs. Depois disso, o grupo seguiu para o Largo da Batata, onde encerrou a passeata.

Quinta-feira (6): Protesto contra aumento de tarifa tem confronto com Tropa de Choque

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A estimativa da própria Polícia Militar é que 2 mil pessoas tenham participando do novo ato. Cerca de 500 policiais e um helicóptero acompanharam a movimentação do grupo. Após o último protesto, na quinta-feira (6), que terminou em confronto e destruição, os PMs filmaram a manifestação com câmeras profissionais. 

Série de protestos

Este é o segundo dia de manifestação. Na quinta-feira (6), o grupo entrou em confronto com a Polícia Militar e a Tropa de Choque. Eles iniciaram a passeata no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, seguiram pelas ruas do centro, passando pela Prefeitura, e continuaram pelas avenidas 23 de Maio e 9 de Julho até chegar à avenida Paulista.

Segundo a reportagem do iG , às 21h a Tropa de Choque dispersou os manifestantes, em sua maioria jovens na faixa dos 20 anos, com bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral, dispersando os participantes do protesto em direção à avenida da Consolação. Os manifestantes jogaram cestas de lixo. "Há muita fumaça e correria," relatou no dia o repórter Vasconcelo Quadros.

O confronto durou cerca de 15 minutos, causando tensão entre os passantes e usuários do metrô, que ficaram presos na estação Consolação, entre as ruas Augusta e Haddock Lobo. Parte dos manifestantes se escondeu no Shopping Pátio Paulista, no início da avenida Paulista, para fugir da repressão policial. A PM cercou o centro comercial e esperou a saída do grupo até as 21h40.

Ao entrar no local, os manifestantes quebraram o para-brisa de um carro que estava exposto no shopping e o letreiro de uma loja. A polícia chegou a atirar gás na porta do estabelecimento. No trajeto entre o Vale do Anhangabaú e o Shopping Pátio Paulista, passando pelas avenidas Nove de Julho e Paulista, pelo menos duas viaturas da São Paulo Transportes (SPTrans) e duas bancas de revistas foram depredadas.


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