Dentista queimado após tentativa de assalto morre em hospital de São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Crime ocorreu no dia 27 de maio, em São José dos Campos, quando o dentista teve 60% do corpo queimado após dois bandidos encapuzados invadirem seu consultório

O dentista Alexandre Peçanha Gaddy, queimado após um assalto em seu consultório, em São José dos Campos (SP), morreu por volta das 22h30 desta segunda-feira (03), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Mais sobre o caso:

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Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press
Criminosos armados atearam fogo no dentista após tentativa de roubo, em São José dos Campos (SP)

O boletim médico divulgado na tarde desta segunda-feira já indicava que o paciente permanecia em estado crítico, com agravamento do estado geral, devido a longa extensão de queimaduras sofridas e sendo a maioria dessas lesões de terceiro grau. Os amigos do dentista chegaram a fazer uma campanha para doação de sangue.

O crime ocorreu no dia 27 de maio quando o dentista teve 60% do corpo queimado após dois bandidos encapuzados invadirem seu consultório. Como não encontraram dinheiro, os criminosos atearam fogo no corpo de Gaddy, que ficou até mais tarde no trabalho para esterilizar equipamentos.

Outro crime semelhante:
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Após o crime, Gaddy foi encontrado ainda consciente pela polícia e contou que foi levado ao banheiro do imóvel, amarrado com a corda de uma cortina e, em seguida, queimado. Foram encontrados um isqueiro e uma garrafa de álcool. 

Segundo o delegado seccional de São José dos Campos, Leon Nascimento Ribeiro, os criminosos fugiram sem levar nada. Ninguém havia sido preso. Foram ouvidos no último fim de semana a ex-mulher de Gaddy, amigos, familiares e vizinhos do dentista. "Ninguém viu uma movimentação estranha no consultório ou possíveis suspeitos. As investigações continuam, mas ainda não temos suspeitos, nem sequer presos."

Gaddy foi o segundo dentista atacado da mesma forma no Estado de São Paulo. A primeira vítima, Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 47 anos, morreu no dia 25 de abril, depois de ser atacada e queimada por criminosos que invadiram seu consultório em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Os ataques mobilizaram a categoria, que solicitou uma audiência com o secretário de Segurança Pública do estado, Fernando Grella Vieira. O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp) publicou nota em que manifestou indignação: “Essa tragédia reforça a necessidade de um profundo debate sobre a questão da segurança no estado de São Paulo e no Brasil. É, aliás, um retrato da falta de segurança que ronda o dia a dia dos profissionais de odontologia e dos cidadãos de São Paulo”, diz o comunicado.

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