Após reajuste, funcionários do Metrô desistem de fazer greve em São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em assembleia geral, na sede do Sindicato dos Metroviários, a categoria aceitou assinar acordo após nova proposta de reposição salarial do governo do Estado, que ofereceu 8%

Os funcionários do Metrô decidiram, em assembleia na noite desta segunda-feira (3) na sede do Sindicato dos Metroviários, aceitar a nova proposta de reajuste do governo do Estado e desistir da greve, que estava marcada para acontecer a partir da 0h desta terça-feira (4). Isso porque os metroviários reivindicavam uma reposição salarial de 7,43% e o Metrô ofereceu 8%.

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Além do aumento do salário, a categoria pedia reajuste de benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e auxílio creche, pontos em que também houve acordo. Os metroviários não conseguiram, no entanto, a equiparação salarial. Portanto, funcionários que têm a mesma função continuarão a ter remuneração diferente.

Gabriela Bilo/Futura Press
Apesar do reajuste, parte dos metroviários pedia greve. Maioria, no entanto, optou por assinar acordo

Além disso, na pauta estavam também reclamações contra a privatização de algumas linhas, melhores condições de trabalho, plano de carreira e revisão da jornada. Apesar de não terem conseguido melhorias nestes assuntos, a atual diretoria do Sindicato dos Metroviários votou pelo acordo com o Metrô.

“A proposta do jeito que está, olhando a realidade sindical e política dos nossos vizinhos como, por exemplo, os companheiro da Sabesp, que devem entrar em greve, não tenho a menor dúvida: minha proposta é que fechemos um acordo que não é o ideal, mas acordo possível diante da nossa realidade”, disse Altino de Melo Prazeres Júnior, presidente do Sindicato dos Metroviários.

CPTM

Já o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona da Central do Brasil, que reúnem os trabalhadores das linhas 8 - Diamante, 9 - Esmeralda e 11- Coral e 12 - Safira, respectivamente, decidiram aguardar reunião com o representantes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), marcada para a tarde desta terça (3), para votarem a possibilidade de entrarem em greve.

O encontro entre os representates das duas categorias e do governo do Estado também será na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Na última rodada de negociações, a CPTM ofereceu reajuste salarial de 6,97%,, sendo 5,91% referente à inflação e aumento real de 1%. Os sindicatos, no entanto, elaboraram contraproposta conjunta e querem reposição de 6,77% mais aumento real de 5%.

A proposta de reajuste para os metroviários aumentou a expectativa dos servidores da CPTM. "É o mesmo patrão, mesmo governo, numa mesma situação, o mínimo é que tenhamos o mesmo tratamento", disse Everson Craveiro, representante do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana, sobre o aumento concedido aos colegas. 

Apesar do entusiamo, a categoria dos servidores que trabalham para a CPTM está dividida, o que pode dificultar o avanço nas negociações. É que o Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, que agrega os funcionários que trabalham nas linhas 7 – Rubi e 10 – Turquesa, já aceitou a última proposta do governo e descarta paralisar os serviços. 

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