Comerciantes protestam contra novo fechamento da Feira da Madrugada

Por Agência Brasil |

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Lojas da feira popular no centro de São Paulo funcionavam graças a uma liminar da Justiça, que foi cassada na última segunda-feira. Prefeitura da capital quer reformar o local

Agência Brasil

O fechamento da Feira da Madrugada para uma reforma causou protestos e tumulto na madrugada de desta quarta-feira (29), na região do Brás, no centro de São Paulo. O comércio popular ocupa a região central da capital paulista e concentra 5 mil boxes. Os manifestantes chegaram a fechar a rua São Caetano e a avenida do Estado. A Polícia Militar (PM) precisou ser chamada. Segundo a PM, a confusão começou por volta das 3h e não há informações sobre pessoas detidas.

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Marcelo Camargo/ABr
Comerciantes retiram suas mercadorias da Feira da Madrugada após protesto contra o fechamento do local

De acordo com Manoel Sabino, presidente da Comissão dos Comerciantes Feira da Madrugada Pátio Pari (Cofemapp), a liminar concedida pela Justiça que permitia o funcionamento da feira – solicitada por grupos de comerciantes contrários ao fechamento – foi cassada na segunda-feira (27). Alguns comerciantes, temendo não conseguir mais retornar ao deixar seus boxes, decidiram dormir dentro da feira e fazer manifestações nas ruas.

Marcelo Camargo/ABr
Retirada de mercadoria da Feira da Madrugada, nesta quarta-feira

A reforma na feira é uma medida da prefeitura para aumentar a segurança das instalações hidráulicas, elétricas e de alvenaria. As obras vão durar 60 dias e terá a padronização dos boxes e alargamento dos corredores. “Até o último momento, tentamos que a reforma fosse feita com ela [feira] parcialmente aberta. Mas, segundo o prefeito e as empresas responsáveis pela reforma, é impossível fazer [isso] com a feira aberta. Optamos em concordar, apoiar, fiscalizar e garantir que ninguém perca seu local de trabalho”, disse o presidente da Cofemapp.

Entre os quase 10 mil trabalhadores da Feira da Madrugada, alguns aceitaram retirar os produtos nesta manhã – o prazo para a retirada, segundo a comissão, termina às 18h. “Mas conversaremos com a prefeitura para que isso seja feito sem correria até sábado, porque na próxima segunda-feira começa a reforma”, informou Sabino.

Segundo ele, durante os 60 dias em que a feira estiver fechada, os comerciantes não devem improvisar outro local de vendas. “Como a maioria é formada por microempreendedores, eles sabem atuar. Vão ser dois meses difíceis, mas, depois da reabertura da Feira da Madrugada, serão também anos abastados de vendas”, disse ele.

No início do ano, uma série de reportagens do iG mostrou a falta de condições da feira. O comércio sigiloso e ilegal das barracas , a insegurança de suas instalações , a forma de administração irregular por parte da prefeitura e a base do Samu inapropriada para o atendimento médico no local foram retratadas nas reportagens.

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