Em velório, políticos e empresários exaltam o empreendedorismo de Civita

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

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Empresário e presidente do grupo Abril morreu neste domingo (26), aos 76 anos. Velório é realizado no crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo

Personalidades das áreas política, econômica, jornalística e empresarial destacaram o empreendedorismo e a defesa da liberdade de imprensa do presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, durante o velório do empresário no crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, onde o corpo é sendo velado.

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Gabriela Bilo/Futura Press
A viúva Maria Antônia Civita, durante velório do empresário Roberto Civita, na Grande São Paulo

“É uma perda para a imprensa do País. O Roberto pertencia a casta dos grandes quadros da imprensa brasileira como o Frias e o Marinho. Ele tinha o jornalismo na sua alma. O pai queria que ele fosse outra coisa, mas ele foi jornalista”, disse o empresário Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, presidente do Sistema Firjan.

Já o senador Eduardo Suplicy falou sobre a importância de Civita para a liberdade de expressão: ”Roberto Civita deu uma colaboração extraordinária como, editor, jornalista e líder do maior grupo de revistas do Brasil que editava, em especial, a Veja e a Exame. A Veja tem sido uma crítica severa do meu partido (PT) e de mim próprio, mas é importante no contexto da liberdade de expressão. Roberto Civita foi um baluarte na defesa da liberdade de expressão”.

Roberto Civita morreu aos 76 anos, em São Paulo. Foto: Adriana Spaca / Futura PressRoberto Civita nasceu em Milão, na Itália, no dia 9 de agosto de 1936. Foto: Futura PressCivita estava internado para a correção de um aneurisma abdominal
. Foto: Futura Press
Roberto Civita foi presidente do conselho de administração e diretor editorial do Grupo Abril. Foto: Futura PressRoberto Civita era filho de Victor Civita (1907-1990), fundador do Grupo Abril. Foto: Fred ChalubVelório do empresário Roberto Civita será no crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCoroas de flores chegam ao velório do jornalista e empresário Roberto Civita. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

O presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro Brandão, também lamentou a morte do empresário: “É uma perda grande. Ele tinha uma capacidade excepcional de formar opinião pública e uma vontade térrea de realizar coisas objetivas”.

O vereador Andrea Matarazzo disse que Civita “era um empresário muito competente e com espírito de liberdade”.

Embora Civita não fosse um judeu praticante, ele frequentava a sinagoga: “É uma perda pessoal para o Brasil e para o jornalismo”, disse o Rabino Henry Sobel.

O presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, prestou sua homenagem ao empresário: “O maior legado dele foi acreditar no Brasil”.

Luis Frias, presidente do grupo Folha, também elogiou Civita: "É a mais sofisticada combinação de empresário e editor que eu conheci".

João Saad, presidente da TV Bandeirantes falou sobre as pressões que o empresário enfrentou: "Foi um homem muito corajoso para enfrentar as pressões todas que ele enfrentou. Se não tivesse uma revista que fizesse jornalismo, tudo seria mais fácil".

O publicitário, Washington Olivetto, falou da importância de Roberto Civita para a publicidade: "A publicidade brasileira alcançou padrões de excelência mundiais por causa da qualidade da nossa mídia. Nesse contexto, as revistas da Abril são as maiores representantes, então o Roberto também foi responsável pela qualidade da publicidade brasileira”.

O governador, Geraldo Alckmin, também lamentou a morte do empresário: "Roberto Civita carregava a coragem e a democracia no seu DNA. Tinha obsessão pela liberdade de imprensa, foi injustamente atacado e não se acovardou”.

“É uma grande perda para o Brasil. Foi um grande editor e interlocutor extraordinário. Ele expunha suas ideias com clareza e sabia ouvir. Foi um homem que trouxe grande contribuição para a democracia brasileira, liberdade de informação e para o estado de direito”, disse o ex-governador, José Serra.

O ex-prefeito, Gilberto Kassab, comentou a relevância do empresário para o jornalismo: "Ele deixa um legado de um grupo de comunicação independente que esteve presente em todos os momentos difíceis da vida brasileira”.

"É um momento muito triste. Vim agora da missa de sétimo dia do Ruy Mesquita. São dois gigantes, pessoas que tem dignidade e que ajudaram a construir o Brasil. Ninguém é insubstituível, mas não será fácil substituí-los. Apesar do nosso relacionamento pessoal de muitas décadas, ele nunca deixou de criticar com o cuidado de não confundir os planos político e pessoal", declarou o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso.

Também estiveram presentes no velório: Abram Szajman, presidente da Fecomércio; Rogério Fasano, empresário; Eugênio Staub, empresário; Alberto Goldman, ex-vice-governador; Pedro Moreira Salles, banqueiro; Roberto Irineu Marinho, empresário; Gilberto Leifert, presidente da Conar; Aécio Neves, senador e Fernando Haddad, prefeito de São Paulo. O corpo foi cremado às 17h.

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