Plano Diretor: as alternativas para São Paulo se reestruturar e crescer melhor

Por iG São Paulo |

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iG preparou, durante a semana, um especial com entrevistas, vídeos e galerias de fotos para mostrar os caminhos discutidos para a revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo

A maior cidade do hemisfério sul tenta crescer melhor. Com seus mais de 10 mlihões de habitantes, São Paulo revê o Plano Diretor Estratégico (PDE) neste ano pensando em como continuar sendo a maior cidade do País, sem que seus maiores problemas de agravem. Para discutir as melhores alternativas, o iG abordou em seis reportagens o que a cidade e os paulistanos podem fazer para ter uma cidade melhor. Veja abaixo, nas reportagens de Wanderley Preite Sobrinho e Renan Truffi:

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Alice Vergueiro/Futura Press
Vista aérea de São Paulo. Revisão do Plano Diretor busca tornar a cidade mais organizada

Desafio do Plano Diretor é tirar do papel as metas asseguradas em 2002

Para especialistas ouvidos pelo iG, o Plano Diretor que vigora atualmente na capital paulista redesenhou São Paulo vislumbrando direitos que não saíram do papel. O próprio relator do PDE de 2002, o vereador Nabil Bonduki (PT-SP), reconhece que as metas ficaram muito generalistas na versão de 11 anos atrás. “(Vamos) ser um pouco mais rigorosos (dessa vez) nos instrumentos para fazer cumprir os objetivos do Plano Diretor”, admite ao explicar a necessidade de impor metas mais rígidas.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Imagem aérea da região exclusivamente residencial dos Jardins

- Moradores dos Jardins querem impedir prédios comerciais na região

Um dos pilares do Plano Diretor Estratégico, o zoneamento da cidade é uma das principais bandeiras encampadas pelos moradores dos Jardins, uma das regiões mais ricas da cidade encravada na divisa entre as zonas oeste e sul. Representados pela Ame Jardins, seus moradores ilustres temem que a revisão do PDE mude o zoneamento local, permitindo que mais prédios comerciais ocupem suas ruas, boa parte delas destinadas exclusivamente a casas. Especialista discorda da nessecidade dos moradores dos bairros.

Wanderley Preite Sobrinho
Prédio no Morumbi, construído em área que deveria ser destinada para habitação social

Contrariando construtoras, PDE deve mudar regra para habitação social

Mais de 10 anos depois da aprovação do primeiro PDE, a Câmara Municipal volta a discutir o que foi um dos principais avanços daquela lei. Na época, vereadores aprovaram a demarcação de zonas onde seriam construídas Habitações de Interesse Social (HIS) para pessoas com faixa de renda entre zero e seis salários mínimos. Mas, entre 2002 e 2013, o salário mínimo se valorizou e famílias que não estão mais em situação de risco foram beneficiadas. Por isso, uma das mudanças na revisão do plano pode ser a restrição da moradia popular para famílias com até três salários mínimos.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Avenida Cupece, na zona sul de São Paulo

Capital aposta em Plano Diretor para reduzir trânsito sem restringir carros

A Prefeitura aposta suas fichas na revisão do PDE para reduzir o trânsito da cidade sem precisar restringir mais a circulação dos automóveis na regiões centrais, como ocorre desde 1997 com o rodízio de veículos. A estratégia é viabilizar uma das principais promessa eleitoral do então candidato Fernando Haddad (PT) por meio do Plano Diretor: o Arco do Futuro, cujo objetivo é reduzir a circulação de veículos no centro expandido, urbanizando e levando emprego à periferia, onde já mora a maior parte da população paulistana.

Wanderley Preite Sobrinho/iG
Novos empreendimentos também são erguidos na região

- Cidade tenta repovoar o centro com Plano Diretor, mas famílias resistem

O centro de São Paulo foi feito para trabalhar. É assim que boa parte das famílias de baixa renda enxerga a zona central da cidade, um dos principais temas em discussão do novo Plano Diretor. Embora a prefeitura planeje atrair para lá 20 mil pessoas com a promessa de trocarem os subúrbios por um bairro rico em serviços e transporte público, o local vem sendo povoado, principalmente, por solteiros e estudantes. Para as família, as zonas mais periféricas ainda são mais atraentes, segundo especialistas e corretores consultados pelo iG.

Getty Images
Assim como Tâmisa, em Londres, o Cheonggyecheon, em Seul foi despoluído

Veja o que São Paulo tem a aprender com cidades como Londres, Seul e Barcelona

Depois de publicar uma série de reportagens sobre o tema, o iG entrevistou especialistas que chamaram a atenção para as transformações urbanísticas que mudaram para melhor a cara de algumas cidades do mundo. “As metrópoles adoecem como o ser humano, mas elas também podem se reinventar. Os casos estão aí pelo mundo todo. A única regra é que exista planejamento de curto, médio e longo prazo”, defende o urbanista Carlos Leite, autor do livro Cidades Sustentáveis, Cidades Inteligentes.

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