Dois meses após exumação, corpo de Marcos Matsunaga é novamente sepultado

Por iG São Paulo |

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Corpo do empresário morto e esquartejado em São Paulo foi exumado a pedido da defesa da ré confessa do caso, Elize Matsunaga, viúva de Marcos

O corpo do empresário Marcos Matsunaga, diretor do grupo Yoki, morto no ano passado, foi sepultado mais uma vez nesta quarta-feira (15) cerca de dois meses após ser exumado para realização de uma perícia complementar

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Luciano Bergamaschi/Futura Press
Sepultamento dos restos mortais de Marcos Matsunaga, no cemitério São Paulo, na capital paulista, nesta quarta-feira

A exumação foi um pedido da defesa da ré confessa Elize Matsunaga, viúva de Marcos, que matou e esquartejou o empresário e deixou partes do corpo em vários locais da Grande São Paulo. O crime aconteceu em 19 de maio de 2012 e Elize está presa preventivamente. O objetivo era constatar o exato momento da morte do empresário. O primeiro laudo pericial, produzido no ano passado, atesta que Marcos ainda estava vivo quando foi decapitado.

A defesa contesta esse documento e afirma que o empresário morreu por disparo de arma de fogo e só depois foi esquartejado. A advogada Roselle Adriane Soglio, defensora de ré, argumenta que o novo laudo mostrará que Elize "fala a verdade ao dizer que Marcos morreu pelo disparo da arma de fogo". Consequentemente, continua a advogada, o resultado deve derrubar pelo menos uma das qualificadoras da acusação de homicídio (uso de meio cruel). "Vamos brigar pela menor pena possível", disse Roselle.

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A acusação de homicídio contra Elize Matsunaga contém mais duas qualificadoras: motivo torpe (movido por dinheiro) e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, as quais os advogados da vítima também tentarão derrubar. "Elize reagiu a uma injusta agressão do Marcos. Chegou uma hora que ela não aguentou tanta humilhação", disse Roselle. 

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