Prefeitura vai recorrer de liminar da Feira da Madrugada

Por Agência Estado |

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Decisão da Justiça mantém o funcionamento parcial da Feira da Madrugada, em São Paulo. Bombeiros recomendam que lugar seja fechado para a realização de obras de emergência

Agência Estado

O prefeito Fernando Haddad afirmou nesta segunda-feira (13) que a Prefeitura vai acatar a recomendação do Corpo de Bombeiros de fechar a Feira da Madrugada para obras emergenciais de segurança.

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Alex Falcão/Futura Press
Feira da Madrugada reabriu parcialmente neste fim de semana após liminar expedida na última quarta-feira

"Não podemos conviver com situação de insegurança tanto para os comerciantes quanto para os frequentadores da feira", afirmou. Nesse sábado, 11, a corporação fez uma vistoria no local e encontrou irregularidades.

Será com base nessa vistoria que a Prefeitura pretende mudar o entendimento da Justiça Federal e obter a cassação da liminar que está mantendo a feira aberta. "Vamos sensibilizar o Judiciário para ter esse mesmo princípio de que os bombeiros é que dão a última palavra. Vamos seguir estritamente a recomendação dos bombeiros e, se precisar recorrer, vamos recorrer", afirmou.

Haddad disse que já pediu reconsideração da decisão na Justiça, mas o juiz negou o pedido. "Nós queremos apoiar o comércio, não há dúvida. A feira interessa a São Paulo. Mas segurança vem em primeiro lugar."

A Feirinha da Madrugada já existe há 12 anos: ela começa a funcionar às 2h e para às 16h. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCerca de 15 mil compradores passam todos os dias pela feirinha, que emprega 12 mil pessoas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA reforma no prédio está prevista no acordo entre a prefeitura e o governo federal, dono do terreno. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGAs 4.500 barracas são distribuídas por corredores estreitos, que vão de um restaurante aos fundos de um estacionamento para ônibus e vans. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO espaço precisa de reforma estrutural para suportar o número de vendedores e consumidores que todos os dias visitam o local. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPor volta das 3h, cerca de 40% das barracas já estão montadas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA partir das 11h, os comerciantes compram suas marmitas ali mesmo e fazem seu almoço pelos corredores da feira. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEmbora muitos policiais trabalhem na feirinha, ambulantes vendem seus produtos fora das barracas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA maioria das barracas pertencem a coreanos, os primeiros a chegar para preparar suas barracas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGNa feirinha se encontra de tudo: roupas, bijuterias, brinquedos, calçados. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGVista do corredor principal da feirinha, que dá acesso à administração. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO estacionamento da feirinha recebe até 400 ônibus e vans por dia. A limpeza de todo o terreno é de responsabilidade de prefeitura. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDentro da feirinha também funciona um ambulatório improvisado por auxiliares de enfermagem do Samu. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGSimulação de projeto arquitetônico da Feirinha da Madrugada. Foto: Divulgação

No início do ano, uma série de reportagens do iG mostrou a falta de condições da feira. O comércio sigiloso e ilegal das barracas , a insegurança de suas instalações , a forma de administração irregular por parte da prefeitura e a base do Samu inapropriada para o atendimento médico no local foram retratadas nas reportagens.

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