Policiamento na Feira da Madrugada é reforçado para evitar migração para rua

Por Agência Estado |

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Lojistas da feira realizada no Brás, na região central, devem liberar o local até esta quarta-feira. Reportagens do iG mostraram as más condições do local em janeiro

Agência Estado

Para garantir que comerciantes da Feira da Madrugada não migrem para ruas no entorno do Pátio Pari, a Prefeitura de São Paulo decidiu ampliar de 119 para 250 o número de policiais da Operação Delegada na região. Foi determinado que a área, saturada com 4.572 boxes que vendem principalmente roupas, seja desocupada a partir das 16 horas desta quarta-feira (08), para adequação a padrões de segurança anti-incêndio. A reforma deve durar 60 dias e custar cerca de R$ 4 milhões.

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Protesto: Comerciantes vão às ruas após decisão de fechar Feira da Madrugada 

Veja abaixo imagens da feira:

A Feirinha da Madrugada já existe há 12 anos: ela começa a funcionar às 2h e para às 16h. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCerca de 15 mil compradores passam todos os dias pela feirinha, que emprega 12 mil pessoas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA reforma no prédio está prevista no acordo entre a prefeitura e o governo federal, dono do terreno. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGAs 4.500 barracas são distribuídas por corredores estreitos, que vão de um restaurante aos fundos de um estacionamento para ônibus e vans. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO espaço precisa de reforma estrutural para suportar o número de vendedores e consumidores que todos os dias visitam o local. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPor volta das 3h, cerca de 40% das barracas já estão montadas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA partir das 11h, os comerciantes compram suas marmitas ali mesmo e fazem seu almoço pelos corredores da feira. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEmbora muitos policiais trabalhem na feirinha, ambulantes vendem seus produtos fora das barracas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA maioria das barracas pertencem a coreanos, os primeiros a chegar para preparar suas barracas. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGNa feirinha se encontra de tudo: roupas, bijuterias, brinquedos, calçados. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGVista do corredor principal da feirinha, que dá acesso à administração. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO estacionamento da feirinha recebe até 400 ônibus e vans por dia. A limpeza de todo o terreno é de responsabilidade de prefeitura. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGDentro da feirinha também funciona um ambulatório improvisado por auxiliares de enfermagem do Samu. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGSimulação de projeto arquitetônico da Feirinha da Madrugada. Foto: Divulgação

De acordo com o secretário da Coordenadoria das Subprefeituras, Chico Macena (PT), o reforço policial será mantido até a volta da "normalidade de funcionamento do Pátio". Em outras ocasiões, a suspensão do comércio no local foi seguida de conflitos entre policiais e comerciantes e houve migração deles para as ruas do entorno - cerca de 10 mil trabalham na feira hoje. A ordem agora é para não rechaçar manifestações.

A reforma foi anunciada no dia 30 pela Prefeitura, seguindo uma recomendação do Ministério Público. Ela se baseia em relatório de março do Corpo de Bombeiros que apontou irregularidades, como extintores vencidos, corredores estreitos e saídas de emergência bloqueadas. Segundo Macena, o sistema elétrico será removido de hoje até terça-feira. Um pregão de emergência para contratar a empresa responsável pela parte de serralheria também deve sair até essa data.

Roberto Vazquez/Futura Press
Cerca de 500 ambulantes participaram de manifestação na última sexta-feira

Após a reforma, os - hoje claustrofóbicos - corredores vão crescer de 1,5 m para 2,5 m. Rotas de fuga vão para 3 m. Os boxes serão padronizados - atualmente, alguns chegam a 8 metros de largura. Isso pode fazer com que o número de pontos comerciais diminua, impossibilitando que alguns comerciantes que hoje atuam no local voltem. Segundo Macena, na realocação a Prefeitura dará prioridade àqueles que estão cadastrados ou têm liminares para trabalhar - cerca de 572 boxes ficam fora dessa conta.

Na manhã desta terça-feira, em reunião com representantes das várias associações que disputam a representação dos comerciantes no Pátio Pari, no entanto, o secretário do Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel, prometeu que "um cara que sabidamente está na feira, mas não está cadastrado, vai voltar".

No início do ano, uma série de reportagens do iG mostrou a falta de condições da feira. O comércio sigiloso e ilegal das barracas , a insegurança de suas instalações , a forma de administração irregular por parte da prefeitura e a base do Samu inapropriada para o atendimento médico no local foram retratadas nas reportagens.

Referência

Uma média de 25 mil pessoas de várias partes do País desembarca no Pátio Pari diariamente para comprar roupas na Feirinha da Madrugada - que começa às 2h e vai até as 16h - e no Brás.

A Secretaria de Comunicação da Prefeitura prepara spots em 200 rádios informando que a feira será suspensa por 60 dias. Panfletos também serão distribuídos em pedágios nas rotas para São Paulo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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