Pagodeiro acusado de matar ex-mulher vai a júri popular em Guarulhos

Por Agência Estado |

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Evandro Gomes, que está foragido desde 2008, deve aparecer e sentar no banco dos réus, confirmou a defesa. Andréia Bezerra foi morta no mesmo ano, na Grande São Paulo

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Evandro Gomes Correia Filho disfarçado em coletiva de imprensa de 2010

Após quase cinco anos do crime, o pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de assassinar a ex-mulher em novembro de 2008 e de tentar matar o filho, irá a júri popular nesta quarta-feira (8) no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Relembre: Disfarçado, músico afirma inocência na morte de ex-mulher em 2008

O julgamento está previsto para começar às 13h com a presença do réu. O advogado do cantor, Ademar Gomes, confirmou que Evandro estará presente - ele está foragido desde 2008. Se não comparecer, o júri não terá a fase do interrogatório e o músico será julgado à revelia.

Segundo o Tribunal de Justiça, a previsão é de que os trabalhos sejam finalizados em três dias. Um dos depoimentos mais aguardados será o do filho do pagodeiro, que à época do crime tinha apenas 6 anos. O promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, é o mesmo do julgamento de Mércia Nakashima, que ocorreu em março.

Histórico

Evandro Gomes Correia Filho é acusado de matar a ex-mulher, a operadora de caixa Andréia Cristina Nóbrega Bezerra, e de tentar matar o filho dos dois, Lucas. No dia 18 de novembro de 2008, mãe e filho caíram do 3º andar do prédio onde moravam em Guarulhos, na Grande São Paulo. O garoto parou sobre uma marquise, quebrou o maxilar e sobreviveu; Andréia caiu na calçada em frente ao edifício e morreu.

A polícia afirma que Andréia jogou o filho pela janela e se atirou em seguida para tentar preservar a integridade física dos dois, após serem ameaçados por Evandro. Aproveitando-se da lei eleitoral, que impede a prisão de procurados cinco dias antes da eleição e até 48 horas depois, o pagodeiro concedeu entrevista no escritório de seu advogado em outubro de 2010 e causou revolta no Judiciário e no Ministério Público. De peruca, barba e bigode postiços, o músico negou ter matado a ex-mulher. Desde então, ele permanece foragido.

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